Imprensa

Jornalista opina sobre final da Taça Guanabara

Não é de hoje que falo da incapacidade de clubes, federações e confederações em organizar grandes eventos esportivos com um mínimo de decência e conforto.

Por isso, não me surpreenderam nem um pouco os tristes e lamentáveis episódios vistos nas horas que antecederam a final da Taça Guanabara.

É inadmissível e inaceitável que o último jogo de um turno, aquele que em tese tem um valor maior, tenha ficado sem público no estádio até os 30 minutos.

E com cerca de 30 mil pessoas do lado de fora.

Não cabe mais discutir quem são os responsáveis ou os culpados.

Quais foram os motivos e quais são as razões evocadas pelas partes.

Se, em pleno século 21, já não se consegue o entendimento para a organização de um jogo de futebol, somos todos culpados.

Como sociedade, nenhum de nós tem razão.

Somos um fiasco.

Pior: somos cúmplices por aceitar e admitir este festival de idiotices que só serve para dar eco ao discurso do ódio.

As diretorias do Vasco, do Fluminense, da Federação e do Consórcio Maracanã tiveram um ano para se acertar.

Dias e dias de encontros para achar a solução de um imbróglio que se arrasta desde 2013.

Ou alguém já esqueceu do dia em que o ex-presidente vascaíno pediu a sua própria torcida que não fosse ao jogo?

O que se viu no domingo deveria envergonhar os atuais mandatários dos clubes.

E nós, pessoas comuns, deveríamos cobrar mais do que pedidos de desculpas dessa gente que ainda judicializa discussões banais para zombar do povo .

E aqueles que participaram do ato vergonhoso, com decisões que incendiaram o respeito ao público que (pasmem!) já havia pago o ingresso, deveriam ser citados como co-autores dos distúrbios ocorridos do lado de fora.

Distúrbios deixaram mais de 20 feridos.

Ignoraram que para quem compra o ingresso o melhor lado do estádio - é o lado de dentro.

Um clichê que a elite que se acostumou a seguir o futebol pela tela da TV nunca deve ter ouvido...

O jogo?

Este foi medíocre, sem emoção, com domínio estéril do Fluminense de Fernando Diniz e vitória do pragmático Vasco que Alberto Valentim constrói.

Sete jogos, sete vitórias e uma taça - a Guanabara!

Merece, de fato, os parabéns de todos...

Fonte: Blog Uol Esporte vê TV
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