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Juninho fala sobre gol no Monumental: "Não foi valorizado pelo clube"

Panorama Esportivo Rio 

No aniversário de 18 anos do 'Gol Monumental', Juninho Pernambucano revela que cobrança nunca saiu da cabeça 

 

Transcrição 

"Eu até hoje nunca falei muito daquela data. Claro que eu não imaginava, depois do gol, que fosse uma garantia de que a gente ganharia com certeza a final. Saímos com muita confiança porque sabíamos que o Barcelona não era tão forte como o River. O gol, na verdade, foi um jogo que eu comecei no banco. Aquele ano foi o ano em que eu fiz a cirurgia de púbis, no início de janeiro, e demorei três, quatro meses para voltar. E quando eu voltei o time estava muito bem, eu tinha feito alguns jogos como titular, e quando todo mundo ficou à disposição do Lopes, na semifinal, ele optou pelo Pedrinho e pelo Ramon acertadamente, porque eles estavam melhor do que eu na época. E aí o primeiro jogo eu entrei em São Januário e no segundo jogo eu também entrei. O Vasco estava perdendo de 1 a 0, o time do River era muito bom, sufoco grande, e logo depois sai aquela possibilidade de falta. No Vasco eu, o Ramon e o Pedrinho éramos os batedores, nós revezávamos, mas eu peguei a bola. Era uma falta mais de longe, eu batia também, e o que eu lembro bem, é que o goleiro do River, como era uma falta de longe, ele colou muito na trave do lado esquerdo dele, como quem diz assim para mim: 'Do meu lado a bola não entra'. Porque para você fazer o gol no canto do goleiro, geralmente o goleiro tem que antecipar um pouco e você bater uma bola forte, para não dar tempo dele voltar. Mas quando ele tomou essa posição, ele disse para mim assim, ó: 'No meu canto não adianta, só por cima da barreira mesmo'. E como era distante, eu sabia que para cobrir, eu só cobria a barreira, não faria o gol. Então eu tomei um pouco mais de distância, bati na bola de baixo para cima, tomando um pouco de risco, como eu sempre gostava de fazer, e dei a sorte de pegar a velocidade e a força certa, e aí o goleiro eu acho que ele me subestimou um pouco, e isso acontece. Quando ele já partiu para pegar, a bola já estava descendo muito rápido e, com certeza, é um gol que não sai da cabeça. Apesar de não ser valorizado pelo clube hoje, não sai da cabeça de nenhum vascaíno. E eu sou muito grato a Deus por ter participado deste momento." 

Fonte: Rádio Globo
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