Futebol

Maracanã deu R$ 247 milhões em prejuízos desde a reabertura

Clubes elogiaram a decisão do governador Wilson Witzel de cancelar a concessão do Maracanãpara a Odebrecht. Ansiosos pela possibilidade de administrarem eles mesmos o estádio, Flamengo e Fluminense citaram em suas notas oficiais que pretendem participar da futura concessão. Menos direto do que os adversários, o Vasco também elogiou a atitude do governador. Pois todos podem aguardar por tempos difíceis pela frente. Caso consigam sem dificuldades participar da gestão, dirigentes ainda terão de superar um retrospecto deficitário.

A construtora teve prejuízo acumulado de R$ 247 milhões desde a reinauguração do estádio em 2013, em tempo para a Copa das Confederações. Não estão disponíveis apenas os dados referentes a 2018, pois o balanço financeiro do Complexo Maracanã Entretenimento S/A tem previsão de publicação no mês de abril.

O dinheiro perdido com o Maracanã era um dos motivos para a Odebrecht querer se livrar da concessão que assinou há seis anos. A princípio, a empreiteira poderia demolir equipamentos esportivos no entorno do estádio para construir empreendimentos mais rentáveis. Impedida de fazê-lo pelo então governador Sérgio Cabral, pressionado por manifestações populares em meados de 2013, a companhia alegou desde aquele momento que a concessão estava desequilibrada.

 

Uma vez que Flamengo e Fluminense não poderão demolir o estádio Célio de Barros e o parque aquático Julio Delamare para construir estacionamentos e lojas, como previa a concessão original, os clubes precisarão encontrar novos meios para tornar o negócio lucrativo apenas com o Maracanã e o ginásio Maracanãzinho.

A concessionária passou por diferentes momentos durante os seis anos em que teve a operação do estádio. No início, tentou elevar a sua receita e obteve relativo sucesso. Patrocínios, camarotes, visitas guiadas, bilheterias e locações para eventos, entre outras entradas de dinheiro, fizeram com que o Maracanã arrecadasse R$ 61 milhões em 2015.

A postura mudou radicalmente em 2016, ano em que o estádio seria forçadamente concedido para a realização dos Jogos Olímpicos. Poucas das receitas seriam mantidas durante aquele período. A Odebrecht então mandou embora praticamente todos os seus funcionários, tendo mantido o executivo Mauro Darzé no comando, e abandonou o estádio na tentativa de cessar com os prejuízos. Custos foram reduzidos, mas o faturamento também caiu. As contas continuaram no vermelho.
 

Nada disso chega a ser novidade para o mercado. Todo negócio precisa de tempo para maturação, tanto que o período da concessão original tinha sido estabelecido em 35 anos para que a parceira tivesse tempo de recuperar o dinheiro perdido. No caso de um gigantesco estádio, em que todas as receitas têm margens baixas e dependem de uma série de variáveis incontroláveis, como o apelo que seus visitantes possuem, o prazo para o amadurecimento da operação tende a ficar ainda maior.

A perspectiva de novos prejuízos precisa ser levada em consideração pelos clubes, que podem prejudicar suas finanças nas primeiras temporadas com o comando do estádio, por mais que não tenham mais de pagar aluguéis para usá-los, e também para o poder público. O governador Witzel mencionou, durante o anúncio do rompimento com a Odebrecht, que "o Maracanã tem renda". Também tem prejuízos. De sobra. E cada centavo do governo dedicado ao estádio é um centavo desperdiçado, diante das necessidades da população com saúde, segurança, educação.

A nova concessão do Maracanã, como parceria público-privada, testará a maturidade de todos os envolvidos. Flamengo, Fluminense e Vasco terão de trabalhar juntos, caso queiram todos usar e se beneficiar esportiva e financeiramente do Maracanã. E o governo do Rio de Janeiro terá de mostrar, logo nos primeiros meses do novo governador, que tem capacidade de conduzir uma concessão que o livre de custos supérfluos com futebol, mas garanta manutenção e utilidade para o icônico estádio.

De preferência, o mais rápido possível.

Fonte: (ge)
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