Futebol

Marcelo Cabo teria aprovação entre os jogadores de quase 100%

Quando começou a engrenar, Marcelo Cabo afirmou ter encontrado seu time-base na oitava partida à frente do Vasco, nos 2 a 1 sobre o Tombense, em 7 de abril. Conseguiu repetir a equipe na vitória sobre o Flamengo e depois teve baixas médicas pontuais, porém nada que mudasse o padrão de jogo. Veio a Taça Rio, e atuações muito ruins contra o Botafogo fizeram o treinador mexer muito. E o que já estava ruim piorou.

Embora sofra pressão externa da torcida, resistência interna de conselheiros e a demissão seja uma possibilidade de real em caso de tropeço contra o CRB, o elenco está fechado com Cabo. O ge apurou junto a pessoas próximas ao grupo, que o treinador agrada não só pelo estilo de jogo, mas também pelo trato com os atletas. Desde as lideranças aos mais jovens, a aprovação beira os 100%.

Em relação às mudanças, os testes se dão praticamente a partir da Série B, mas sem Marquinhos Gabriel nas finais da Taça Rio, Cabo encontrou dificuldades para encontrar uma reposição na armação até a contratação de Sarrafiore. Morato e Gabriel Pec não lhe deram respostas positivas jogando centralizados, especialmente o primeiro.

Além da vontade de se recuperar na Série B, a maior parte do elenco gosta de Marcelo Cabo tanto profissionalmente quanto no lado pessoal. O grupo entende que as muitas mexidas são normais em um time que não consegue engrenar e acumula atuações ruins e resultados negativos.

Há uma percepção dos atletas, inclusive manifestada em entrevistas recentes, de que o time não tem conseguido corresponder ao que pede Marcelo Cabo nos treinos e à beira do gramado durante os jogos. Marquinhos Gabriel e Léo Matos, por exemplo, bateram na tecla da falta de atenção nas derrotas para Operário-PR e Avaí, ambas por 2 a 0.

O time que Cabo definiu como ideal tinha Léo Matos, Ernando, Leandro Castan e Zeca; Andrey, Galarza e Marquinhos Gabriel; Morato, Gabriel Pec e Cano. Vanderlei ainda não tinha condições de jogo contra o Tombense, mas assumiria a gol, à época com Lucão, duas partidas depois - diante do Boavista.

Quando percebeu que a equipe-base perdeu intensidade e passou a entrar em campo com muita desatenção, vieram as muitas trocas de peças a partir da estreia na Série B. A esperada mudança de postura, porém, não aconteceu. A partir daí começaram as barrações, sobretudo dos atletas que vinham fazendo partidas bem abaixo. Já o esquema não foi alterado, exceto nos segundos tempos dos jogos.

Vasco 0x2 Operário-PR (Série B)

Depois de Léo Jabá ter atuação apagada na partida que deu a Taça Rio ao Vasco com derrota no tempo normal e triunfo nos pênaltis diante do Botafogo, Marcelo Cabo decidiu apostar em Figueiredo. Elogiado durante o estadual pelo treinador, o atacante não foi bem nem no ataque e nem na recomposição. Participa, aliás, no início da jogada do segundo gol, que termina com erro grosseiro de Andrey. O primeiro do adversário, aliás, também saiu com falha na saída de bola, protagonizada por Zeca e Ricardo Graça. Nos dois lances, o time abusou da falta de atenção.

No intervalo, insatisfeito com o que viu, Cabo sacou Figueiredo e tentou - sem sucesso - a virada com dois centroavantes. Daniel Amorim se juntou a Cano, e Sarrafiore e Léo Jabá também entraram. Mas os paranaenses estiveram mais perto do terceiro gol do que o Vasco do primeiro.

Boavista 0x1 Vasco (Copa do Brasil, jogo de ida pela 3ª fase)

Depois de um longo período de recondicionamento físico, Romulo teve a primeira oportunidade no time titular e não foi bem - Galarza quem perdeu a vaga. Seu início, aliás, foi preocupante e quase entregou o ouro duas vezes. Sarrafiore também teve a primeira chance de iniciar um duelo e fez o gol, com Pec voltando ao ataque. Apesar da vitória, o Vasco não jogou bem.

Ponte Preta 1x1 Vasco (Série B)

Em que pese o jogo ruim em Bacaxá, Cabo resolveu repetir o time, e o Vasco mais uma vez fez partida de dar sono. Abriu o placar em pênalti cobrado por Cano, mas sustentou a vantagem por pouquíssimo tempo e seguiu sem vencer na Série B, prioridade do ano. Mudança no intervalo que não deu certo foi Cabo ter improvisado Michel na lateral esquerda, trocando Zeca de lado.

Vasco 1x1 Boavista (Copa do Brasil, jogo de volta pela 3ª fase)

Dessa vez, após atuação muito abaixo do esperado, Cabo mexeu no atacado. Romulo foi poupado, e Michel voltou ao meio-campo. Galarza substituiu Andrey, e Léo Jabá entrou na vaga de Morato. Somente o último respondeu bem. Aliás, muito bem. Foi o dono do time e um sopro em meio a uma atuação modorrenta no aspecto coletivo. Após o gol adversário, feito por Michel Douglas no início do jogo, o Vasco não demonstrou poder de reação. Não fosse Jabá, o time poderia ter decidido a vaga nos pênaltis.

Brasil de Pelotas 1x2 Vasco (Série B)

Michel voltou a ser lateral-esquerdo, não funcionou e saiu no intervalo. O time, aliás, logo foi vazado em mais um lance de desatenção, protagonizado por Galarza e Ernando, que marcou contra. A boa notícia foi a volta de Marquinhos Gabriel como titular. Apesar de outra atuação ruim coletiva do Vasco, o meia participou bem e cruzou para o gol da vitória, marcado por Morato. Galarza não fez bom jogo, Juninho o substituiu no intervalo e ganhou a vaga.

As mudanças na parte do final do jogo, porém, que se mostraram acertos de Cabo. Daniel Amorim e Morato entraram e fizeram os gols.

Vasco 0x2 Avaí (Série B)

Em mais uma rodada de mexidas no time, contra o Avaí foram Ernando e Galarza os escolhidos para deixar o time. Miranda não correspondeu, e Juninho teve atuação apagadíssima. Derrota por 2 a 0, com um gol em que os rivais não tiveram total liberdade e outro no qual Léo Matos entregou de bandeja. A falta de poder de reação e mais vez a atenção compuseram mais um resultado negativo.

Cabo lançou mão do expediente de duas mudanças no intervalo, mas não obteve sucesso com as entradas de Galarza e Daniel Amorim nos lugares de Juninho e Jabá.

Fonte: ge
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