Membro da cúpula do Vasco diz que manter Edmundo é o mesmo que "botar o bode

26/12/2008 às 08h06 - CLUBE

De ex-jogador do Vasco e virtualmente reforço do Itumbiara, situação encarada com alívio no clube, Edmundo, que parecia assunto decidido, voltou a ser tema delicado em São Januário. Ele passou o final do Brasileiro dizendo que encerraria a carreira, mas nos últimos dias botou o presidente Roberto Dinamite e a diretoria numa saia justa, ao afirmar que gostaria de continuar no Vasco.

Ninguém quer entrar em choque com o ídolo e tenta negociar a saída de Edmundo com habilidade. Mas a opinião da cúpula em relação ao veterano atacante é bem clara.

— Trazer o Edmundo de volta com 37 anos é botar o bode na sala — disse um dirigente atuante da cúpula vascaína, que por razões óbvias não quer ser identificado, mas não esconde a preocupação em relação à polêmica. — A cabeça de Edmundo é insondável. Um dia ele diz que quer ir embora, no outro quer ficar. Não dá...

Dinamite, como ex-vereador e deputado, não diz um não claro a Edmundo. Para os profissionais do futebol, essa situação é uma tortura.

— Edmundo durante toda a temporada disse que encerraria a carreira, que estava precisando descansar, viver com a família, dar atenção aos filhos. Por isso, o Vasco não fez uma proposta para ele. Até onde eu sei, ele está negociando com o Itumbiara. Pediu para descansar em janeiro, porque já tinha uma viagem programada com a família. Mas, em fevereiro, se apresentaria lá — esclareceu o gerente de futebol Carlos Alberto Lancetta.

Fonte: O Globo