Futebol

Memória: Bebeto, ídolo da torcida ou vira-casaca?

Um vencedor. Assim pode ser classificado Bebeto. Ele foi para a Gávea em 1983. Após mostrar seu bom futebol no Vitória, da Bahia. Naquela oportunidade, muitos torcedores o consideravam o substituto de Zico. O atacante, que jogava no meio-de-campo no Rubro-Negro baiano, não ocupou o lugar do Galinho no coração dos flamenguistas, mas provou que era um grande jogador e em 1987, foi campeão da Copa União.

Ele vivia uma lua-de-mel com a torcida rubro-negra, com os 143 gols que fez no clube até 1989. Mas algo que poderia ser considerado brincadeira de mau gosto estava para acontecer. O baiano estava com o contrato vencido no Flamengo. Sabendo disso, o Vasco aproveitou-se do erro adversário e contratou o jogador, que passou a vestir a camisa 10 cruzmaltina.

Por causa dessa mudança repentina de clube, os flamenguistas apelidaram-o de maneira maldosa de mercenário e chorão. Os rubro-negros pagaram caro por causa da ironia. Bebeto foi o principal jogador do Vasco no Brasileiro de 1989.

Três anos depois, conseguiu sagrar-se artilheiro do Brasileiro, com 18 gols. Em 1993, o Deportivo La Coruña, da Espanha, resolveu contratá-lo. O clube dominou a competição, mas a taça ficou com o rival Barcelona, de Romário, na última rodada. Naquele ano, ele foi artilheiro do Espanhol com 28 gols.

Em 1996, resolveu retornar ao Flamengo. Mas a torcida não esqueceu da transferência polêmica para o Vasco em 1989. Ele marcou sete gols no Brasileiro.

No entanto, era vaiado em quase todas as partidas pelos flamenguistas. Transferiu-se, então, para o Sevilla, voltando para a Espanha.

Não teve o mesmo sucesso dos tempos de La Coruña e acabou, mais uma vez, atuando em clubes brasileiros: Botafogo, onde foi vice-campeão da Copa do Brasil, e Vitória-BA.

Três anos depois, foi para o México e jogou no Toros Neza, mas acabou demitido ao brigar com os dirigentes. Em seguida, jogou no Kashima Antlers, o time que consagrou Zico no Japão, e no Al-Ittihad, da Arábia Saudita.

Atualmente, Bebeto faz partidas de exibição dos tetracampeões mundiais e tem um instituto que tem como objetivo o esporte como fator de inclusão social.

Fonte: Jornal dos Sports
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