Memória: Honestino Guimarães, exemplo de vascainidade

11/11/2008 às 12h45 - TORCIDA

Neste momento em que nossa torcida busca elevar a sua auto-estima, vale a pena lembrar ilustres personagens, torcedores que doaram preciosos momentos de suas vidas pela paixão ao Clube de Regatas Vasco da Gama. Um desses torcedores é o ex-líder estudantil Honestino Guimarães, desaparecido em outubro de 1973.

Honestino Monteiro Guimarães, nascido no interior de Minas Gerais, em março de 1947 mudou-se para Brasília no início da década de 60 e logo começou a militar no movimento estudantil. Foi presidente da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB) e duas vezes da União Nacional dos Estudantes (UNE), uma delas quando estava clandestino. Durante a invasão sofrida pela Universidade de Brasília em agosto de 1968, Honestino foi preso e permaneceu dois meses em poder do Exército, sendo expulso da universidade. Com o Ato Institucional nº 5 (AI-5), passou à clandestinidade, mas continuou coordenando encontros estudantis e lutando contra o regime militar até ser preso no Rio de Janeiro.

Vascaíno de coração

Mesmo tendo nascido no interior de Minas gerais, Honestino cresceu torcendo para o Vasco, fã incondicional do zagueiro Belini e do atacante Vavá, levou ao pé da letra o que é ser vascaíno. Amigos de militância no movimento estudantil mencionam que Honestino era um militante dedicado, mas sempre preocupado em saber do resultado dos jogos do Vasco, não aceitava brincadeiras em vão contra o time cruzmaltino, nos momentos de folga que coincidisse com os jogos do Vasco não perdia a oportunidade de comparecer ao estádio. O momento mais marcante de sua vascainidade ocorreu no ano de 73, Honestino tinha 26 anos e havia sido avisado para sair do país, era apontado como um dos mais procurados na lista dos militares e mesmo assim foi visto por conhecidos assistindo um jogo decisivo do Vasco com o Flamengo.

Fonte: Site Oficial da Força Jovem