Futebol

Mercosul 2000: A maior vitória de um clube completa 10 anos

– Dava para ver, eles não acreditavam que aquilo poderia acontecer. Após o nosso terceiro gol, eles se perguntaram o que era aquilo. Enquanto se questionavam, fizemos o quarto, levamos o título.

A maior vitória de um clube em todos os tempos foi escrita pela ousadia do técnico Joel Santana, pela garra de Viola, pela qualidade de Juninho Paulista e, principalmente, pela estrela dele, sempre ele, Romário. Dez anos depois da reação histórica sobre o Palmeiras, na decisão da Copa Mercosul, o LANCE! encerra a série especial sobre a virada do século com esta revelação do Baixinho. O pedido de silêncio ao marcar o gol do título não foi direcionado apenas para a torcida rival. A provocação dos jogadores palmeirenses estava engasgada na garganta do artilheiro.

– Fizemos um primeiro tempo muito ruim, as coisas não estavam dando certo. O time do Palmeiras começou a fazer os gols e, então, passou a nos desrespeitar. Não sou favorável a esse tipo de coisa no futebol, nunca fui. Aquilo nos motivou. Um jogador deles, no fim do primeiro tempo, viu um jogador nosso correndo e lhe disse: “esquece, já está 3 a 0. Essa nós já ganhamos.”

Difícil era achar quem pensasse diferente. Entretanto, pouco a pouco, o Vasco fez história. Aos 14 minutos do segundo tempo, Juninho Paulista se jogou na área. Pênalti marcado pelo árbitro Márcio Resende de Freitas. Romário cobrou e descontou. Aos 25 minutos, Juninho foi derrubado e caiu novamente. Novo pênalti que o camisa 11 converteu.

– Depois que saiu o segundo gol, vimos que o que era quase impossível, na verdade era muito difícil. Quando fizemos o terceiro, percebemos, então, que não era tão complicado assim – lembrou Romário.

O empate saiu aos 41 minutos, com Juninho Paulista: 3 a 3. Para qualquer outro time, a disputa de pênaltis já estaria de ótimo tamanho.

Não para aquele. Aos 47, Jorginho Paulista, Viola, Juninho Paulista e Romário, entre tropeços e lances de sorte, fizeram a jogada que nunca mais sairá da memória dos vascaínos. O milagre aconteceu. Amém.

Jorginho Paulista e Viola se enrolam; a bola sobra para Juninho. O chute é desviado e Romário cala São Paulo.

(Matéria reproduzida diretamente da versão papel do Jornal Lance)

Fonte: Jornal Lance
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