Milton Mendes lembra 'limpeza de alguns coroões' no Vasco

09/08/2019 às 09h33 - FUTEBOL

O técnico Milton Mendes lembrou de antigas polêmicas na coletiva de imprensa do Santa Cruz, nesta quinta-feira, antes da viagem para jogo contra o Confiança, pela Série C. O treinador falou sobre um caso no próprio Tricolor, em 2016, que segundo ele, se o mundo do futebol soubesse, "cairia o queixo." E também lembrou do Vasco, onde, em suas palavras, fez "limpeza de alguns coroões".

A maioria dessas polêmicas, sobre o relacionamento que Milton Mendes tinha com antigos comandados, seja jogadores ou membros da comissão técnica.

- Eu não vou dizer o porquê, todo mundo sabe, mas não pode falar. A primeira vez que isso aconteceu (notícias de problemas de relacionamentos) foi em 2016. O jogador fez uma indisciplina muito grande e eu cobrei. Se o mundo do futebol soubesse, cairia o queixo. Saiu daí. No Vasco foi uma forma diferente porque eu tive que fazer a limpeza de alguns "coroões" e houve embates. Normais.

Os "coroões" lembrados por Milton Mendes foram os jogadores que tinham mais de 30 anos. Entre eles, alguns nomes como Nenê e Rodrigo. Milton admitiu que a mudança, da forma que aconteceu, levaria a alguns "choques" considerados normais por ele.

- Preciso ter uma linha de trabalho, de conduta. Eu trabalhei em cima de situações difíceis lá porque nós tínhamos um grupo. Eu tirei oito jogadores acima dos 34 anos e coloquei meninos da base. Vocês acham que isso seria uma transição normal? Claro que houve choques. E eu reconheço que, não que eu era mal, bruto, batia em jogadores, isso é mentira. Eu era incisivo e direto. Eu não estava bem assim. Mas eu estava errando. E quem persiste no erro é burro. De burro, eu não tenho nada.

Pela primeira vez na carreira, Milton Mendes topou o desafio de comandar um time na Série C. Acostumado a treinar equipes que estão na Série A do Brasileiro, como o Athletico Paranaense, o Vasco e o Santa Cruz em 2016, o treinador voltou ao Santa com a missão de conseguir o acesso à Série B.

O treinador disse que aprendeu a trabalhar no Brasil. Segundo ele, o tratamento que tem de ser dado ao jogador brasileiro é diferente do que costuma acontecer na Europa.

- No Brasil você precisa ter uma linha mais paternalista do que técnica. O jogador brasileiro é mais... Não posso usar o termo que muita gente usa, mas é mais sensível, talvez por sair muito cedo de casa. A imagem do treinador é de pai, orientador. E quando você é muito duro, coisa que eu já fui, sei e aprendi que na Europa você pode trabalhar assim.

Fonte: GloboEsporte.com