MVP divulga nota: 'A torcida vascaína exige há tempos que o Vasco...'
O Movimento Vasco do Povo emitiu uma nota oficial em 01/10 criticando a decisão do presidente Pedrinho de vender a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para Marcos Lamacchia:
A torcida vascaína exige há tempos que o Vasco retome a trajetória de vitórias que caracterizou sua história.
Essa mais do que justa aspiração tem sido, de forma recorrente, manipulada a serviço de interesses estranhos ao Club de Regatas Vasco da Gama.
Foi com a promessa de voltar a ser campeão que se vendeu o time, a toque de caixa, para a 777 Partners. Os títulos não vieram.
Por outro lado, tivemos vexames históricos, como uma goleada inédita para um rival e a dívida do Clube passou de R$ 700 milhões para R$ 1,4 bilhão.
Quem, desde o início, disse que a venda para a 777 Partners era criminosa e irresponsável foi atacado.
Já os grupos que venderam se uniram e venceram as eleições do Clube em 2023, tendo Pedro Paulo (Pedrinho) como candidato a presidente.
Pedro Paulo, que contou em sua candidatura com o apoio da família Lamacchia, entrou no Clube para vendê-lo a essa família.
Hoje fica claro que Pedro Paulo não afastou a nefasta 777 Partners por amor ao Vasco; foi por amor à família Lamacchia.
E, para atingir tal objetivo, Pedro Paulo vem há mais de dois anos negociando a venda em segredo.
Ele deliberadamente ocultou de todos os poderes institucionais do Clube, durante o máximo de tempo possível, as tratativas com a família Lamacchia, e ao final promoveu um leilão onde colocou à venda um percentual de 90% das ações, o que o atual estatuto do Vasco simplesmente proíbe.
Isso é de uma imoralidade gritante e representa a morte institucional do Vasco.
Agora, o Conselho Deliberativo, no dia 06 de outubro, é chamado a discutir a venda sob um clima de chantagem e de fato consumado.
De forma irresponsável, endividou-se o Vasco com a família Lamacchia em quase R$ 300 milhões e repete-se o mesmo argumento da época da 777 Partners: é a única solução.
É compreensível que os torcedores se deixem levar pela emoção e, com a pressa natural dos que exigem resultados imediatos em campo, de forma irrefletida apoiem (mais uma vez) falsas alternativas.
Isso, no entanto, não pode servir como indulto e desculpa para os sócios e conselheiros, que, em tese, devem proteger os interesses estratégicos do CRVG.
A venda do Vasco por R$ 500 milhões pagos ao longo de cinco anos não é uma venda; é uma doação. Representa pouco mais de R$ 8 milhões por mês.
A venda de 90% das ações é um acinte, que deixa o Vasco totalmente desprotegido e completamente entregue a um grupo financeiro paulista, com menos da metade do tempo de existência do histórico CRVG.
Caso a CREFISA, a verdadeira compradora da nova SAF do Vasco, entre em falência, o CRVG correrá risco de extinção, e todo o patrimônio do Clube poderá passar à massa falida.
Aos grandes beneméritos, aos beneméritos e aos conselheiros que preservam um mínimo de amor ao Vasco fazemos um apelo, em nome dos mais de 500 sócios e torcedores do Vasco que compõem o nosso movimento: lutem para barrar essa insânia. No mínimo, se Pedro Paulo e seus asseclas conseguirem consumar a vilania, que fique registrado que existiram vascaínos que não compactuaram. Que não se venderam.
Movimento Vasco do Povo
01º de outubro de 2026