Futebol

Nuno Moreira mostra dificuldade e Diniz admite: 'Tem como evoluir'

Nuno Moreira chegou ao Vasco em março e, num piscar de olhos, se tornou um dos jogadores mais importantes da equipe. Na coletiva depois do empate com o CSA nesta quarta-feira, pelo jogo de ida da Copa do Brasil, Fernando Diniz colocou o português ao lado de Philippe Coutinho e Rayan num grupo que funciona como o cérebro do time e disse que esses jogadores têm que receber a bola a maior quantidade de vezes possível durante as partidas.

"Desequilibram o jogo", resumiu ele.

No entanto, desde chegou ao clube, Nuno Moreira tem tido dificuldade para superar um adversário implacável: o cansaço. O português de 26 anos destoa fisicamente dos demais jogadores do elenco e mostra muita dificuldade para jogar os 90 minutos das partidas.

Foi assim contra o CSA. No Rei Pelé, Nuno deu lugar a Loide Augusto aos 23 minutos do segundo tempo para que o Vasco retomasse o fôlego do lado esquerdo do ataque. Diniz, no final da partida, reconheceu a deficiência física do jogador, que é autor de cinco gols e duas assistências com a camisa vascaína. E disse que vai avaliar os possíveis motivos.

- É uma pergunta bem pertinente (sobre o porquê de Nuno não conseguir jogar os 90 minutos), eu não sei te responder assim de bate-pronto. Preciso saber mais do histórico do Nuno. Ele tem como evoluir nessa questão - admitiu Diniz.

- Ele é certamente desacostumado a jogar como a gente joga aqui no Brasil, nessa questão de viagens. O Nuno também não jogou em Portugal em times de primeiro escalão, que jogam Campeonato Português, Champions League, Copa Europa… Então pra ele é uma novidade. Talvez (precise de) um processo de adaptação, mas é um jogador que tem feito boas partidas - completou o treinador vascaíno.

Entre as duas semifinais do Campeonato Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana, Nuno Moreira tem 28 jogos disputados pelo Vasco. Foi titular em 26. Desses 26, ele ficou em campo até o apito final em apenas duas partidas: contra Fluminense (10ª rodada) e Grêmio (15ª).

Em outras cinco ocasiões em que foi substituído, o português suportou ao menos até os 40 minutos do segundo tempo.

Como era em Portugal?

Fernando Diniz mencionou na coletiva que um possível motivo para o cansaço de Nuno Moreira seria o fato de estar desacostumado com o ritmo do calendário do futebol brasileiro, com dois jogos por semana e pouco tempo de descanso entre um compromisso e outro. Além, é claro, das viagens mais longas.

Na temporada 2024/25 que Nuno fez pelo Casa Pia, o ge verificou que o intervalo mais curto que ele teve entre dois jogos disputados foi de cinco dias. E o Casa Pia disputou apenas o Campeonato Português - viagens domésticas e curtas, portanto.

Na equipe comandada pelo português João Pereira, também era comum Nuno ser substituído no segundo tempo, mas a frequência em que ficou em campo até o apito final foi maior: foram sete vezes em 34 jogos como titular nesse período.

Fonte: ge
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