Opinião: Falta de um bom executivo no futebol expõe erros do Vasco

06/05/2020 às 17h49 - IMPRENSA

A venda dos direitos econômicos é, hoje em dia, uma das três maiores receitas correntes dos clubes de futebol – ao lado de patrocínios e dinheiro de bilheteria.

E aqui é preciso explicar a não inclusão nesta lista dos valores arrecadados com os direitos de transmissão dos jogos: o contrato atual vai até 2024 e a única forma de aumentar estes ganhos é melhorando o índice pela performance técnica.

É importante, portanto, ter no comando do futebol um executivo capaz de organizar os processos.

Alguém capaz de, fazer dessa pasta um negócio à parte, capaz de transformar em dinheiro a principal matéria prima do clube: seus atletas.

E escrevo isso porque com a divulgação dos principais balanços de 2019 puder perceber que Vasco e Botafogo, realmente, arrecadaram pouco.
 

O primeiro fez apenas os R$ 11,8 milhões da transferência do meia-atacante Evander para o Midtjylland da Dinamarca;

E o segundo, R$ 36 milhões, com a venda de cinco jogadores, tendo como principal operação (R$ 18,7 milhões) a ida de Matheus Fernandes para o Palmeiras.

O Fluminense fez R$ 105 milhões com a transferência de seis jogadores, dentre eles Pedro e João Pedro;

E o Flamengo R$ 112,2 milhões com a venda dos direitos econômicos de nove.

É bom que se diga: não estão computados os casos daqueles que deixaram os clubes só para desonerar os custos da folha de pagamento.

Aliás, outra competência de um bom executivo de futebol.

Fonte: Coluna Futebol Coisa & Tal/ Gilmar Ferreira- Extra