Futebol

Opinião: Pontinho sonolento

Foi um jogo de muita marcação e raríssima criatividade.

Daí o lógico 0 a 0. O Vasco esteve longe de ser aquele time que andou disparando goleadas em São Januário, e o Paraná, que completou seis partidas sem vitória, não mostrou nada de muito diferente dos jogos anteriores. O gramado ruim, é claro, voltou a atrapalhar. Mas faltou sobretudo ousadia. De ambas as equipes. Os alas foram de uma timidez impressionante, os meias limitaramse a toques para os lados, e os atacantes, um tanto isolados, mal apareceram.

Quem andou comendo em excesso no almoço, por conta do Dia do Papai, deve ter se entregue irremediavelmente ao sono, deixando pender do canto da boca aquela baba bovina e elástica de que falava Nélson Rodrigues.

Pois não tardou a perceber, ali pelos 20 minutos, que nada de muito interessante dava a pinta de acontecer.

Uma pancada de Vandinho que Silvio Luiz pôs para escanteio e um chute torto de Alan Kardec, livre à frente de Flávio, para fora. Isso foi o saldo de um primeiro tempo de lascar.

O Paraná, por jogar em casa, e incomodado pelo jejum, ainda tentou lançar-se um pouco mais à frente a partir da metade da etapa final, trocando o 3-5-2 pelo 4-4-2, fazendo entrar Lima e Jeffe nas vagas de Renan e Nem, mas a bola seguiu se arrastando, pulando prá lá e prá cá, dada a irregularidade do campo, e o torcedor, refastelado na poltrona, só abriu os olhos num chute de Vinícius Pacheco que obrigou Silvio Luiz a praticar outra boa defesa. Certo de que poderia até sair vencedor, Celso Roth ainda tentou injetar ânimo no time, lançando o pacote formado por Eduardo, Enílton e Abuda, mas a pasmaceira permaneceu. Um resultado ruim para o Vasco, que afinal ainda está na briga pelo título, e péssimo para o Paraná, que não consegue repetir a campanha de 2006, quando – quem lembra? – acabou tomando a vaga dos cruzmaltinos na Taça Libertadores. Se o Vasco pretende mesmo chegar ao penta, também precisa ser agressivo, no bom sentido, é claro, quando joga fora de casa. Assim, francamente, não dá.

Fonte: Coluna de Roberto Assaf
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