Opinião: O Vasco é um time pan-americano

23/07/2007 às 17h37 - IMPRENSA

E o Vasco, hein?! Espetacular. Calma. Foi bom o jogo, mas o adversário é muito fraco. O Atlético Mineiro que não abra o olho. A queda é dura e o Galo conhece bem o caminho. Aliás, o Zetti está bem perto do caminho da rua. Mas sobre o Vasco, demorou o time a entender que o melhor caminho era pelos lados do campo e olha que o Wagner Diniz esteve muito bem. Os zagueiros bem que tentaram complicar, se achando os Ademires da Guia, os Mozeres, os Mauro Galvões ou os Leandros. No intervalo o Celso Roth teve que puxar as orelhas do time para consertar esses detalhes. O Galo se limitou a bater e a tentar correr com os seus baixinhos. A conclusão foi uma zaga pendurada e uma expulsão no segundo tempo, que já poderia ter acontecido no primerio, quando o Vinícius, que no Fluminense era lateral esquerdo, pegou o Diniz por trás, num carrinho violento e criminoso. A figuraça do jogo foi o limitado, mas brigador colombiano Martin Garcia. Marcou dois gols e ajudou a colocar o Atlético de 4, em São Januário. Conca marcou um e Alan Kardec, outro.

O Vasco é um time pan-americano, já que teve gols de argentino, colombiano e brasileiro. No segundo tempo o jogo se fez fácil, aliás, a bronca do Celso Roth fez efeito e o time passou a jogar com mais inteligência. Me chamou a atenção o Perdigão com a camisa 10. Uma das mais históricas do futebol brasileiro. Mas até que o coalhada vascaíno deu conta do recado enquanto teve fôlego. Conca também foi bem no jogo, além do Diniz, do Leandro Amaral e do Perdigão, mas o craque foi o Martin Garcia. A baranga foi o zagueiro Vinícius e a arbitragem foi horrível, com um árbitro paulista ainda aprendiz, chamado José Henrique de Carvalho, que deixou de expulsar o Vinícius e nem falta marcou no lance em que ele poderia ter quebrado o lateral do Vasco.

Fonte: Blog Na Marca do Pênalti - Jorge Eduardo