Os primeiros meses de Marino Hinestroza no Vasco têm sido marcados por várias manifestações pela internet e poucas atuações contundentes. Reforço de US$ 5 milhões (cerca de R$ 30 milhões em janeiro), o colombiano foi um dos principais alvos da torcida em protesto no CT Moacyr Barbosa na tarde de segunda-feira.
Um dos pontos de reclamação dos presentes foi que o atacante teria curtido uma publicação no Instagram sobre uma possível transferência dele para o São Paulo.
— Tá pensando que isso aqui é o que? Pede para sair! Vai tomar no seu c* seu m*!" "Seu filho da put*!" "Tu pede pra sair , seu m* - gritou um dos torcedores no protesto.
Não foi a primeira vez que Marino se envolveu em polêmicas na internet. Horas depois do protesto, o jogador curtiu uma publicação de uma página colombiana que cobre o Atlético Nacional, seu ex-clube, repercutindo o protesto e afirmando que ele teria feito uma "má escolha" ao assinar com o Vasco.
O atacante, claro, foi às redes sociais se defender. Em tom de indireta, Marino publicou um story (postagem rápida, de duração de 24 horas) falando sobre o ocorrido.
— Como era de se esperar, eu claramente sabia que o que aconteceu hoje no CT do clube teria muita repercussão no meu país. Infelizmente, na Colômbia, eu me defendia jogando. Já aqui 🤐 - escreveu.
Em campo, o atleta acumula atuações sem brilho. Quase sempre atuando como reserva, o colombiano passa por problemas de adaptação ao futebol física e animicamente.
Marino Hinestroza demorou a entrar no mesmo ritmo físico dos outros atletas do elenco, que estavam com atividades em nível intenso desde o primeiro jogo da temporada pelo planejamento de Fernando Diniz. O colombiano demorou a se adaptar ao formato de trabalho do ex-treinador. Além disso, a avaliação é que ele tem ansiedade para resolver os jogos e, por isso, nem sempre toma as melhores decisões.
Ao ser questionado sobre a dificuldade do atacante em engrenar no Vasco, no dia 5 de abril, o técnico Renato Gaúcho citou problemas que geralmente via em jogadores colombianos e equatorianos.
— Quando eu estava no Grêmio e me ofereciam jogadores colombianos e equatorianos, eu gosto deles, mas eu só dava o aval pra trazerem quando estavam adaptados ao futebol brasileiro. O jogador colombiano e equatoriano precisa de muito tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. Tem uma diferença muito grande, principalmente taticamente. E isso leva tempo - afirmou o técnico.
No dia seguinte, Hinestroza publicou um story em seu perfil no Instagram com tom de indireta.
— Que nada te faça duvidar do seu próprio potencial - afirmou. Horas depois, a postagem estava apagada.
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