Futebol

Outras declarações de Zé Ricardo na coletiva de hoje (26)

Elogios à garotada

O trabalho que é feito nas categorias de base do Vasco é de excelência. Temos aqui ótimas pessoas, que pensam a base com uma cabeça bem atual. Conhecemos a base, temos a ajuda de Carlos Brasil e do Eduardo Húngaro, que ficaram muito tempo nessa transição. A gente sabe que a transição base-profissional tem muitas armadilhas, e também muita responsabilidade. No futebol brasileiro, é muito comum atleta ser colocado no fogo, e ter que responder de imediato. O que a gente quer é proteger nossos atletas, sem ser paternalistas, mas a gente quer proteger nossos atletas, porque temos certezas que eles tem condições de responder a aqueles estímulos que nós damos a eles.

Ulisses e Juninho

Hoje fiquei muito feliz de ver o Ulisses, quase dois, três anos de entra e sai, sendo pouco efetivo. Ele estava um pouco tenso, natural. O Juninho fez a primeira partida no profissional que ele inicia e termina. Foi coroado com um gol muito bonito, mas fez uma partida bem acima da média, que talvez a gente esperasse do jogador. Ainda precisamos corrigir bastante coisa, mas fiquei muito feliz com o rendimento dele.

Nenê

O Nenê é um jogador que acaba ajudando muito nas fases do jogo, principalmente quando ele tem mais espaço para jogar. Com isso, a gente cria algumas movimentações para ele render mais, próximo do gol, dando assistências, pisando na área, além do carisma e liderança que ele tem. Hoje pensei em tirá-lo da partida, para preservá-lo. Ele teve Covid no início do ano, perdeu sete dias de pré-temporada, mas mesmo assim mostrou condição de chegar na idade que tem produzindo. Ele é um exemplo para todos nós, e por toda simbologia que ele tem, bem na partida, resolvi mantê-lo nos 90 minutos. Importante também o trabalho dos atacantes. Entendemos que futebol precisa de equilíbrio, e começa na parte da frente. Nenê se doou, fez a parte dele. Raniel também muito bem, quebrando a primeira linha. Figueredo entrou também com essa mesma função. E mesmo não sendo especialista, tanto o Isaque pelo lado esquerdo, e o João Laranjeira conseguiram fazer o que a gente pediu para eles. Todos de parabéns pela entrega, certamente o rendimento tem muito a melhorar, mas o jogo que vai dando essas medidas para a gente, e dizendo onde a gente precisa atacar diariamente.

Pec e outros garotos

O Pec já tem mais números constantes no profissional, mas mostrou que pode ser fundamental para nossa temporada. Depois entrou o Figueredo, que vem numa confiança muito grande. Confirmou isso pressionando bastante os zagueiros do Volta Redonda, e ajudando também na recomposição. Tivemos infelizmente pouca participação do João Laranjeira. Riquelme também entrou. Acho que a gente precisa dar carinho para esses jogadores, sem ser paternalista, porque o futebol profissional exige que o atleta amadureça e se transforme muito rápido. Ainda mais num clube que vem pressionado, como é o Vasco. A torcida quer muito ver as coisas aconteceram, mas se tratando dos meninos, a gente precisa ter paciência, que vão render bons frutos ao clube.

Laterais

O Edimar e o Weverton já têm um entrosamento natural, por terem vindo da mesma equipe, o RB Bragantino, clube que a gente tem uma parceria interessante. São dois jogadores que sempre trabalharam em alto nível. Edimar tem experiência em times grandes, o Weverton ainda no início da carreira. A gente apostou nele porque é um jogador de muita capacidade física, que ainda está em evolução. Acho que o entrosamento deles é natural, além de algumas estratégias que a gente tem dentro do campo para aproveitar ao máximo os dois.

Hoje por não ter o Galarza e o Matheus Barbosa, quando a gente perdeu o Yuri, sabia que a gente teria dificuldade para trabalhar com dois homens a frente da zaga. Só o Juninho, que ainda não tinha jogado uma partida inteira, e o Edimar surgiu no momento da contusão do Yuri. Nós não trabalhamos com ele na frente da zaga, a não ser no posicionamento ofensivo da equipe. Ele entendeu o que precisava fazer. Feliz por eles dois. Na próxima partida, a gente já deve ter a estreia do Barbosa e do Galarza, para dar mais opção no setor.

Processo desafiador

- Sem dúvida tem muita coisa pela frente. Acho que o processo ideal de uma temporada para outra é manter sua base. Esse processo no Vasco esse ano, não pode ser feito. A gente espera que nas próximas temporadas, a gente não precise trazer tantos jogadores. Esse processo desafiador, foi me dada essa responsabilidade, e junto com Carlos Brasil, com a direção, com o presidente, a gente está tentando entregar ao elenco do Vasco jogadores que se comprometam com a camisa, e que a gente consiga fazer uma temporada de êxito.

Jogo contra o Boavista

É um processo longo ainda. A gente ficou muito feliz pelo resultado, talvez a gente entenda que tem coisas que a gente errou, que mesmo sendo uma estreia, a gente não pode errar. Agora é comemorar, celebrar a vitória, que é importante. O futebol é um meio de muita pressão. Importante que os meninos relaxem um pouco hoje, e amanhã já preparar a equipe para o Boavista.

Fonte: ge
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