Futebol

Partidas realizadas às 11h terão parada técnica

A CBF divulgou, nesta sexta-feira, um ofício com orientações de atendimento médico emergencial e outras recomendações à arbitragem no futebol brasileiro. O documento traz dez itens, dentre os quais um se destaca. A entidade determinou que nos jogos disputados às 11h deve haver uma parada técnica em cada tempo de jogo. As paralisações devem ter três minutos e ocorrerão aos 30 minutos de cada etapa. O árbitro não poderá parar o cronômetro e deve acrescer o tempo aos acréscimos.

Apesar do ofício, os árbitros já tinham adotado essa prática nas últimas rodadas do Brasileirão. Nas partidas Palmeiras x Atlético-PR, Vasco x Joinville, Ponte Preta x Grêmio e Palmeiras x Flamengo, disputadas no horário, houve paralisação em cada tempo. A recomendação surge após algumas críticas de jogadores e técnicos ao jogo no domingo pela manhã, principalmente devido à alta temperatura. Após a vitória sobre o Flamengo, o técnico Marcelo Oliveira pediu uma reavaliação sobre a novidade.   

– Esse horário é bom para o torcedor que vem em massa, mas é sacrificante pra gente. O Lucas saiu passando mal, o Dudu também se queixou, assim como o Arouca, então isso limita um pouco o trabalho do treinador nas substituições – disse o treinador, explicando que não pôde fazer as alterações táticas que gostaria pois temia perder mais um jogador por conta de esgotamento físico.   

Segundo o documento divulgado pela CBF, as paradas não serão realizadas quando a temperatura na hora do jogo for inferior a 28ºC, ou se estiver chovendo. O ofício ainda diz que será permitida a entrada de dois profissionais de saúde em cada equipe para auxiliar os procedimentos durante a parada. A Série B e a Série C também contaram com partidas no horário. 

Agarra-agarra, mão deliberada, reclamações e outras questões

No mesmo documento, a Comissão Nacional de Arbitragem também reforça algumas orientações sobre algumas regras do futebol. O ofício reitera que os árbitros devem seguir as recomendações da Fifa no que se refere “toque de mão deliberada”. O cartão deve ser dado quando o jogador “assume o risco do contato” ao se jogar na frente da bola. O documento também pede mais rigor nas punições para as confusões na área em cobranças de bola parada e reitera o movimento para impedir as intensas reclamações. Entretanto, o documento diz que “não é proibido falar com a arbitragem”.   

- Não é proibido falar com a arbitragem, todavia, não serão aceitas ofensas, dedo em riste, cercar árbitros e/ou assistente para pressionar sobre qualquer das decisões da arbitragem. O mesmo se exige dos árbitros: serenidade e tratamento adequado aos responsáveis pelo espetáculo. O mesmo serve para os treinadores que devem apenas atuar nas orientações aos seus jogadores e não agir como comentarista das decisões da arbitragem. Os que atuam na função de quarto-árbitro não devem ficar postados a frente das câmeras de TV e/ou ao lado dos treinadores. Deve cuidar das suas atribuições e informar ao árbitro central de qualquer procedimento inadequado dos treinadores para que ele tome as medidas julgadas pertinentes – diz o documento.

Fonte: ge
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