Por vantagem na decisão, Vasco tenta encerrar jejum sobre o Flamengo

31/03/2019 às 08h25 - FUTEBOL

Flamengo e Vasco não usarão força máxima na final da Taça Rio hoje, às 16h, mas isso não deve tirar o sabor de conquista do vencedor. Em um regulamento confuso, o Vasco pode ganhar seu segundo turno no ano e sair da Taça Rio com a vantagem de jogar só por empates na finalíssima do Carioca. Mas há um desafio a mais: o Flamengo não perde uma final (de turno e de Estadual) para o Vasco desde 1988.

O duelo que decidiu o Estadual daquele ano ainda é um divisor de águas. O gol do lateral Cocada nos acréscimos do segundo tempo selou a última vitória vascaína em finais contra seu arquirrival. De lá para cá, foram sete ocasiões em que se enfrentaram no formato clássico de final. Só deu rubro-negro. Não são levados em consideração títulos que saíram em partidas de pontos corridos, como a Taça Rio de 1996, para o Fla, ou as Taças Rio de 1999 e Guanabara de 2000, para o Vasco.

Se o rubro-negro mais implicante quiser argumentar que 1988 não se tratava de final de turno, o jejum do Vasco aumenta e chega a 43 anos. Desde 1976 o Vasco não leva uma decisão de Taça Guanabara ou Taça Rio nos moldes atuais, de mata-mata. Naquele ano, o time da Gávea levou a melhor na disputa de pênaltis.

A última final entre Flamengo e Vasco foi recheada de polêmica. Em 2014, o volante Márcio Araújo — ainda não perseguido — deu o título aos flamenguistas com um gol irregular no fim da partida. Após o resultado, o goleiro Felipe, do Flamengo, disse que “roubado era mais gostoso", num legado de controvérsia.

Para Leandro Castán emplacar a segunda taça erguida pelo Vasco, o jejum terá de cair hoje. O zagueiro tem na faixa de capitão um indisfarçável motivo de orgulho. Depois de celebrar a vitória sobre o Fluminense na Taça GB e ter chance de erguer o troféu, ele quer mais.

Quando chegou a São Januário, no ano passado, Castan identificou no elenco, na rotina de treinos, oscilações que logo procurou combater. Pediu intensidade do começo ao fim, cobrou companheiros, em meio à briga para evitar novo rebaixamento vascaíno. E diz que nunca foi mal interpretado.

— A rapaziada sabe que sou um cara do bem, não falo para me promover, com todo mundo que eu falo, sou bem aceito. Brigo por eles, são coisas de vestiário, mas eles sabem que podem contar sempre comigo.

Abel recebe alta

Com Werley, forma dupla de zaga que é um dos pontos fortes do Vasco na temporada. O entrosamento com os laterais Cáceres e Danilo também ajuda. Ele ainda busca sua primeira vitória sobre o Flamengo desde que chegou ao Cruz-maltino, foram dois jogos e dois empates. Terminar sorrindo o Clássico dos Milhões desta tarde é a meta do zagueiro.

— Todo jogador gosta de atuar em clássicos assim, é sempre diferente. Sei que o clássico entre Vasco e Flamengo é uma das maiores rivalidades do Brasil.

Pelo lado do Flamengo, tudo reserva, até o técnico. Sem Abel Braga, que recebeu alta ontem depois da cirurgia que corrigiu a arritmia cardíaca que disparou no Fla-Flu da semifinal, Leomir comandará a equipe. O time, no entanto, vai ser escalado por Abel, preservando titulares para o confronto de quarta-feira, pela Taça Libertadores, contra o Peñarol uruguaio. Arrascaeta deve ser o destaque.

O zagueiro Juan, que está perto da aposentadoria, treinou entre os reservas. Já o volante Cuéllar foi liberado por causa do nascimento do segundo filho. Estão na lista o volante Vinicius Souza, volante, e o atacante Bill, ambos do sub-20, nem como o centroavante Vitor Gabriel. Os titulares foram poupados desde a semifinal da Taça Rio, contra o Fluminense, quando Diego e Gabigol não participaram da vitória por 2 a 1.

Fonte: O Globo