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Quem são KFG e 777 Partners, os possíveis interessados na SAF do Vasco

Jorge Salgado está nos Estados Unidos, país de origem de dois dos principais investidores interessados nas sociedades anônimas do futebol brasileiro. O presidente do Vasco tem conversas com a 777 Partners e deve aproveitar a estadia no país para estreitar os contatos com os representantes do grupo. O outro atuante na prospecção de negócios no Brasil é o Kapital Football Group.

Existem diferenças marcantes entre o grupo que tem conversas em andamento com o Vasco e o que esteve perto de fechar com o América-MG e que ronda clubes nacionais desde 2020. Não existe confirmação de que o cruz-maltino também conversará com o Kapital.

A primeira distinção diz respeito ao modo de operação. A 777 Partners realiza a compra de equipes de futebol com capital próprio. Foi assim que adquiriu o Genoa, da Itália, e parte do Sevilla, da Espanha. Já o KFG trabalha como um prospector de capital de terceiros. A empresa busca parceiros para efetuar a compra das ações e faz a gestão do negócio.

Foi assim que ocorreu durante o período em que teve participação nas ações do Bordeaux, da França, entre 2018 e 2019. É a única experiência no futebol do KFG até o momento, outra diferença em relação à 777 Partners. Ele tentou a compra do Newcastle em 2019, sem sucesso, e também a do América-MG. Depois de as conversas avançaram ao longo de 2021, os mineiros desistiram do negócio, no início deste ano.

Pesou para isso a percepção de que o KFG não estaria disposto a estabelecer uma relação duradoura com a equipe mineira e muito menos robusta, em termos de aporte financeiro.

O perfil do dono da empresa influenciou para isso. Joseph DaGrosa ganhou notoriedade no mundo dos negócios nos EUA ao comprar uma empresa, responsável por 248 de franquias da rede de fast food Burger King, em processo de falência, recuperá-la e vendê-la posteriormente. Ele se destaca pela compra de ativos em baixa, com um baixo custo de investimento, e a revenda em alta.

Seu principal parceiro é Hugo Varela, português, que tem feito o papel de prospectar SAFs em potencial no Brasil. É o braço com entrada maior no futebol, trânsito com dirigentes. Eles prometem a criação de uma rede de clubes no formato das existentes hoje, de posse da Red Bull e do Grupo City. Por enquanto, ainda não conseguiram concretizar nenhuma aquisição.

Experiência recente

Por outro lado, a 777 Partners, com quem o Vasco já tratou, uma experiência maior no mercado esportivo, ainda que recente. Eles possuem ações do London Lions, equipe de basquete inglesa e da própria Liga Britânica de Basquete, além de Sevilla e Genoa.

Possuem também empresas de gestão de carreiras de atletas, de marketing esportivo e de transmissão de campeonatos, sendo uma delas, inclusive, voltada para o futebol feminino. Uma destas empresas (1190 Sports) é a detentora dos direitos internacionais do Campeonato Brasileiro.

Nos dois clubes de futebol a experiência até aqui não tem sido das melhores. No Sevilla, a propriedade é indireta e minoritária. Através da sociedade Sevillistas Unidos 2020, o 777 Partners possui pouco mais de 7% das ações. Sem poder decisório, o que mais conseguiu até agora foi criar uma desavença entre os acionários quando o grupo que representa os investidores norte-americanos tentou destituir o conselho.

No Genoa, onde o 777 Partners possui 99,9% das ações, a gestão até aqui tem sido um desastre. É verdade que o fundo adquiriu o clube há pouco tempo (em setembro, por 150 milhões de euros), mas a situação piorou desde então. O clube italiano é o penúltimo colocado na Série A, com apenas uma vitória.

 

Fonte: - O Globo Online
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