— Nós fomos para a Argentina, coloquei uma equipe que não vinha jogando. Levei os garotos, por quê? Viagem longa. Nós saímos da Argentina e atravessamos o Brasil todo, fomos jogar em Belém contra o Paysandu (nota da redação: na verdade foi contra o Remo). Não adiantava nada não colocar os caras para jogarem e desgastar eles nas viagens. Pouco sono, alimentação fora dos horários. Eu descansei o time que jogou muito bem lá contra o Remo, merecíamos ter ganhado inclusive. Aqui em São Januário na terça-feira, por que eu não trouxe os garotos? Porque meu time já estava aqui, então levei força máxima.
— Uma equipe que praticamente seis, sete jogadores vinham jogando até pouco tempo, e levei todo mundo no grupo. A gente não deixa a Sul-Americana de lado e está ligado em todo mundo. Acho que é o Marcos Antônio, do São Paulo, que jogou contra o Vitória, no meio da semana jogou de novo pela Sul-Americana. Com 30 minutos ele estourou, estiramento. Jogador dinâmico, bom jogador, gosto dele, se movimenta bastante, com certeza iria nos dar bastante trabalho hoje.
— Aí que eu falo. Daqui a pouco você põe os jogadores, eles vão a campo, de repente vão sofrer lesão e não vão ter condições de jogar o tempo todo porque vão cansar. Não adianta botar A, B ou C se ele não vai correr, e ainda com risco de lesão. Quando falei para o torcedor, também quero ganhar sempre. Mas quero que o torcedor entenda que a gente sabe o que está fazendo aqui dentro.
— Eu não pego o controle do clube e tomo as decisões sozinho, eu sempre converso com três, quatro pessoas. Sempre fui de diálogo. O que é mais importante para o Vasco? O Brasileiro ou a Sul-Americana? Será que o torcedor quer sofrer como no ano passado? Ninguém quer. Estamos dando prioridade ao Brasileiro, mas não vamos nos desligar da Sul-Americana. Para Belém, o grupo todo vai viajar. Quem tiver condições vai viajar. Hoje o PH saiu com dor no joelho, temos que esperar 24 horas.
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