Aos 30 anos, peia primeira vez o carioca Silvio Luiz entrará no Maracanã para disputar um clássico entre equipes do Rio de Janeiro. Natural da Cidade Maravilhosa, o jogador apareceu no cenário nacional atuando pelo São Caetano, equipe de São Paulo, e nunca teve a oportunidade de sentir de perto a rivalidade do Maracanã.
O nervosismo, Silvio garante, não passa pela sua cabeça, embora a camisa 1 vascaína tenha sido conquistada somente no início do Campeonato Brasileiro, há três partidas. No jogo do milésimo gol de Romário, contra o Sport, o goleiro fez defesas importantes e teve o nome gritado pela torcida vascaína. Hoje será a vez de ouvir de perto todos os cruzmaltinos em ação em um clássico.
- A expectativa para disputar o primeiro clássico no Rio de Janeiro é grande, não há como ser de outra maneira. Do outro lado estará o Fluminense, não importa se com o time reserva ou não. Isso só transfere a responsabilidade para os nossos ombros - disse Silvio Luiz.
O Tricolor, aliás, é um antigo rival do goleiro vascaíno. Silvio fez parte do grupo que levou o São Caetano à elite do futebol nacional e a primeira grande conquista do time que contava com Adhemar, Esquerdinha e Serginho foi eliminar o Fluminense nas oitavas-de-final da Copa João Havelange de 2000, em pleno Maracanã. A vitória por 1 a 0, gol de falta de Adhemar, iniciou uma rivalidade entre o Azulão e o Tricolor e marcou o início de uma geração vitoriosa do clube paulista.
Do time tricolor que entrará em campo hoje, o goleiro vascaíno confessou saber pouco. Somente o atacante Rafael Moura, com quem jogou no Corinthians, é conhecido. Como auxílio, o técnico Celso Roth convocou os jogadores para exibir um vídeo da atuação dos reservas tricolores na vitória sobre o Internacional, há uma semana. Ainda assim, Silvio Luiz pede respeito.
- Temos de nos impor, mas lembrar que eles vão vir com tudo para cima de nós.
Novo dono da camisa 1 vascaína, o goleiro comentou a expectativa para seu primeiro clássico e pede muito respeito ao Flu.
Como você está há poucas horas de seu primeiro clássico no Rio?
A expectativa é muito grande e o otimismo, também. Mas estou tranqüilo, não jogo para me exibir para ninguém. Procuro trabalhar com seriedade.
Conhece alguém desse time reserva do Fluminense que jogará o clássico?
Sem querer menosprezar ninguém, conheço mais o Rafael Moura, que jogou comigo no Corinthians. Mas tenho certeza de que nos darão muito trabalho.
O fato de enfrentar uma equipe reserva não aumenta a responsabilidade da equipe vascaína?
Temos mesmo a obrigação de ganhar. Vamos nos impor como em todos os jogos, mas devemos ter respeito com a equipe do Fluminense. Muitos jogadores irão querer mostrar o sue valor.
Em seu primeiro jogo no Rio, você teve seu nome gritado. E agora?
Quero fazer um bom jogo e apenas repetir o bom trabalho.