Torcedores de Flamengo e Vasco vão disputar Taça da Paz

18/07/2006 às 14h57 - TORCIDA

O juiz titular do Juizado Especial Criminal (Jecrim), Murilo Kieling, anunciou uma medida para tentar conter a violência no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, às 21h45, no Maracanã.

Para evitar que facções de torcidas organizadas decidam chegar em cima da hora do jogo entre Flamengo e Vasco, o que sempre gera tumulto na bilheteria e dificulta o trabalho das autoridades, o Jecrim criou a Taça da Paz. Nada mais é do que uma taça que será disputada em cobranças de pênaltis por membros das facções. Como o duelo acontecerá antes da final, eles terão que chegar com antecedência ao estádio.

\"Chegamos a uma conclusão muito interessante que é promover um evento para evitar que a torcida chegue ao estádio em cima da hora do jogo. Vamos promover a Taça da Paz, com facções de torcidas organizadas disputando, no pênaltis, no gramado do Maracanã a posse desta taça. Claro que sabemos que apenas isso não vai resiolver todos os nossos problemas, mas acredito que um conjunto de ações como essa podem facilitar muito a vida de quem tem a obrigação de garantir a segurança do jogo\", disse Murilo.

Na tarde de segunda-feira, o Jecrim promoveu reunião da qual participaram representantes do Corpo de Bombeiros, dos dois clubes, de fações de torcidas organizadas das duas equipes e membros da Polícia Militar e da Defesa Civil. O objetivo foi terminar com possíveis animosidades que trariam um clima ruim ao jogo.

Temendo o clima de provocação entre as duas equipes e possíveis transtornos na final, o Grupamento Especial de Policiamento nos Estádio (Gerp) anunciou que a segurança será redobrada na quarta-feira. O responsável pelo policiamento no Maracanã, o Major Marcelo, disse que a Polícia está preparada para o jogo.

\"A Polícia do Rio de Janeiro garante a segurança dos torcedores em qualquer estádio do estado e não será diferente no Maracanã. Vamos ter um grande efetivo dentro e fora do estádio e o policiamento vai começar em todas as vias de acesso ao estádio. Nesse tipo de evento a Polícia Militar age de forma preventiva para evitar que seja obrigada a tomar medidas mais drásticas depois\", disse o major.

Cerca de 300 policiais deverão estar trabalhando direta ou indiretamente no jogo. O Gerp é modelo de segurança em estádio em todo o Brasil e tem contribuído para que a violência entre facções de torcidas organizadas no Rio de Janeiro chegue a índices aceitáveis, principalmente quando comparados a outros estados, como São Paulo, onde facções se habituaram a brigar em vias públicas e meios de transporte, levando pânico à população.

Fonte: Gazeta Esportiva.net