Futebol

Torcida do Qatar pede Felipe de volta, diz ex-técnico do Inter

Demitido pelo Internacional nas semifinais da Libertadores, em 2010, Jorge Fossati precisou rodar o mundo para jogar o Mundial de Clubes. Pelo Al-Sadd, do Qatar, o uruguaio estará no Japão e precisará enfrentar o Barcelona, de Messi, para chegar à final — provavelmente, contra o Santos de Neymar. Como azarão, comemora o desempenho no clube, não descarta voltar ao Brasil e, sincero, garante: não queria a derrota do Inter-RS para o Mazembe.

Como está o pensamento para o Mundial de Clubes?

O único dos participantes que possui uma condição especial é o Barcelona, é o melhor do mundo. Os demais, logicamente, são grandes rivais e nem preciso falar do Santos, mas contamos com a qualidade para enfrentá-los.

Essa conquista teve um significado especial para você, após bater na trave com o Internacional?

Especial pelo fato de que consegui com um clube do Qatar, que não é o Brasil, nem Argentina, em se falando de futebol. Tive o mesmo sonho que os torcedores do Inter-RS, mas um diretor, por alguma razão, cortou o trabalho. Aquele tempo acabou, é passado. Não comparo o agora com nada.

E depois do Mundial? Descartaria uma volta ao Brasil?

Tenho contrato até maio, e não é impedimento ouvir novos projetos. A primeira coisa é parar para pensar se depois do Mundial ainda teremos motivação no Qatar. Tenho propostas para voltar à América do Sul, e por enquanto, nenhuma que leve a pensar em sair. Logicamente, voltaria ao Brasil. A análise do que aconteceu comigo no Inter é feita pelo fato de que o clube estava nas semifinais, mas qual o técnico brasileiro que nunca acabou dispensado? Infelizmente, é a cultura do país. Adorei morar no Brasil e isso não mudou.

Torceu pelo Mazembe na semifinal em 2010?

Não, sinceramente. Embora possa falar até que tenha algumas mágoas, diferenças. Não posso sentir alegria na derrota de jogadores por quem sinto tanto carinho... Guinazu, Andrezinho, Kléber. Mas talvez o erro do Internacional tenha sido só pensar no Inter de Milão na final. Tomara que o Barcelona pense assim com a gente (risos).

Neymar, a estrela do Santos, é famoso no Qatar? E o futebol brasileiro?

Claro que o Neymar é famoso. O futebol brasileiro está em todas as partes do mundo. O Felipe (do Vasco) e o Emerson (Sheik) foram grandes destaques no Al-Sadd, e o país está cheio de brasileiros, técnicos e jogadores. Até hoje, há torcedores que pedem a volta do Felipe.

Como você avalia o trabalho de Oscar Tabárez à frente da seleção uruguaia?

Magnífico, muito organizado. Nunca a seleção havia se preparado assim para uma copa. Falei durante dez anos (Fossati comandou o Uruguai entre 2004 e 2006) sobre a importância da preparação. É fundamental: hoje, os uruguaios na Europa efetivamente jogam pelos seus clubes. Isso não acontecia antes.

Fonte: Extra
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