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Trajetória de Barbosa, maior goleiro da história do Vasco, é relembrada em l

No seu disco \"23\" (1993), Jorge Benjor cantava: \"Eu vou lhe avisar/ Goleiro não pode falhar/ Não pode ficar com fome/ Na hora de jogar/ Senão, um frango aqui, um frango ali,/ Um frango acolá\".

Das muitas diferenças que se pode apontar entre o goleiro e os demais jogadores, esta é sem dúvida a mais decisiva: o erro de quem está na linha faz, até certo ponto, parte do jogo; para quem está no gol, no entanto, uma falha é quase sempre irredimível.

O jornalista Paulo Guilherme embrenhou-se por quatro anos numa extensa pesquisa sobre esta figura que vive próxima da tragédia. O resultado é \"Goleiros: heróis e anti-heróis da camisa 1\" (Alameda Casa Editorial).

A idéia original de Paulo Guilherme era escrever um perfil de Taffarel, que defendeu a meta brasileira em três Copas consecutivas (1990, 1994 e 1998). Mas percebeu que o assunto merecia um tratamento mais extenso.

Nas diferentes trajetórias descritas em \"Goleiros: heróis e anti-heróis da camisa 1\" (há muitas, da do pentacampeão Marcos à do lendário Yashin, o \"aranha negra\"), o que se vê com mais freqüência é a conversão súbita, às vezes quase instantânea, da glória em desonra.

O exemplo maior, claro, é Barbosa, um dos melhores arqueiros já surgidos em nosso país, injustamente escolhido como bode expiatório da derrota brasileira na final da Copa de 1950 para o Uruguai. Guilherme recupera a trajetória brilhante que levou Barbosa à seleção e reúne relatos que o absolvem de culpa no funesto gol de Ghiggia.

Entre as informações curiosas do livro, está a de que o futebol, inicialmente, não tinha goleiro. Um dos onze jogadores, chamado \"vigia\", guardava a meta, mas não podia usar as mãos. Só na década de 1870 as regras foram alteradas.

Guilherme também fala de figuras célebres que atuaram no gol, como Che Guevara, o Papa João Paulo II e o escritor Albert Camus. É do autor francês um dos testemunhos mais interessantes do livro: \"Depois de muitos anos em que vivi numerosas experiências, seguramente tudo que sei sobre moral e responsabilidade eu devo ao futebol. Aprendi que a bola nunca vem por onde a gente espera que ela venha. Isso me ajudou muito na vida, principalmente nas grandes cidades, onde as pessoas não costumam ser aquilo que a gente pensa que são\".

Fonte: Caderno Prosa e Verso - O Globo
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