Vascaínos não participam de disputa de pênaltis com torcedores rivais

21/07/2006 às 02h11 - TORCIDA

Apesar de as brigas e confusões não terem atingido níveis de confrontos anteriores entre Flamengo e Vasco, o desrespeito a alguns itens do Estatuto do Torcedor continua no Maracanã. Muitos dos torcedores, por exemplo, que pagaram R$ 100 pelo ingresso de cadeira especial não tiveram nem o direito de assistir ao jogo sentados.
Sem citar o trânsito caótico para chegar ao estádio.

Major Marcelo Pessoa, responsável pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), explicou que houve maior venda de bilhetes para as cadeiras especiais para rubro-negros e que não havia como juntar flamenguistas e vascaínos na mesma área. Por isso, a parte em que ficaram os rubro-negros ficou superlotada. Já o presidente da Suderj, Sérgio Emilião, deixou transparecer certa falta de controle da entidade sobre o setor cujo ingresso custa mais que o triplo da entrada para a arquibancada.

- Um monte de seguranças de clubes, funcionários da Federação do Rio e policiais civis e militares estão credenciados e não temos como impedir a entrada deles nas cadeiras especiais. Os funcionários da Suderj tenho como resolver, já os outros eu pedi para clubes e Federação para evitarem - disse.

Quanto à sujeira nas cadeiras, que geraram reclamações de torcedores do Vasco, Emilião afirmou que os assentos são lavados antes de cada partida e que as reclamações podem ter outras intenções.

- Organizamos uma disputa de pênaltis entre as organizadas, e as do Vasco não apareceram. Às vezes, essas reclamações são apenas para criar uma rixa com a Suderj.

Emilião não opinou sobre o esquema de trânsito montado para o jogo. Já o juiz titular do Juizado Especial Criminal, Murilo Kieling, acostumado a grandes jogos no estádio, disse que congestionamento é normal em um jogo deste porte no meio de semana.

- O Maracanã é localizado entre vias de grande movimento. Com um jogo desses, no meio da semana, junta quem sai do trabalho e quem vai para o estádio. Não há como impedir essas retenções.

Fonte: Lance