Vasco aponta contradições de dupla em ação judicial sobre o Maracanã
O Vasco entrou com uma ação judicial para garantir que a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcada para 20 de outubro, seja realizada no Maracanã. O clube alega que o consórcio responsável pelo estádio, administrado por Flamengo e Fluminense, apresenta contradições nos motivos para negar o pedido.
Na petição, à qual o UOL teve acesso, o Vasco contesta a justificativa do consórcio sobre o intervalo de tempo entre os jogos no estádio. A negativa se baseia nas partidas entre Fluminense e Santos no dia 18 e Flamengo contra Estudiantes em 22 de outubro, destacando um intervalo de 48 horas com o jogo do Vasco. No entanto, o clube lembra que em maio ocorreram jogos consecutivos no Maracanã com apenas 24 horas de diferença.
Outro ponto levantado pelo Vasco é a questão da preservação do gramado. A defesa cita documentos da Greenleaf, empresa responsável pelo gramado, que informam sobre procedimentos adotados para manter o campo em boas condições, mesmo com jogos próximos.
A ação busca expor possíveis inconsistências nas decisões do consórcio e garantir a realização da partida contra os argentinos no Maracanã.
Com informações do UOL.
A batalha do Vasco para atuar no Maracanã
Desde 2022, o Vasco teve que ir aos tribunais várias vezes para poder jogar no Maracanã. Em três ocasiões, entre 2022 e 2023, obteve sucesso na Justiça contra as negativas do Flamengo e do Fluminense, que alegavam cuidar do gramado. Desde a licitação de 2024, vencida pela dupla Fla-Flu, o Vasco fez apenas um pedido à Justiça, negado, para um jogo contra o Vitória na Copa do Brasil. Tentativas recentes de alugar o estádio para jogos contra Palmeiras e Chapecoense não tiveram sucesso sem ação judicial.