Futebol

Vasco enfrenta o Cruzeiro no Maracanã, com dúvidas sobre o futuro no estádio

Um estádio pequeno para o tamanho de sua torcida, um projeto de ampliação cheio de interrogações, e uma briga a ferro e fogo com Flamengo e Fluminense pelo Maracanã. Esse é o presente e uma versão razoável do futuro do Vasco quando o assunto é de onde os vascaínos poderão assistir à prometida guinada do futebol após criação da SAF e venda para a 777 Partners.

Essa transformação passa pela partida de hoje, às 16h, contra o Cruzeiro, duelo entre primeiro e terceiro colocados da Série B. O jogo será no Maracanã, fato que não deverá se repetir muito depois dos problemas para o aluguel deste fim de semana. A nau vascaína está sem porto adequado para atracar.

O cenário ideal na visão do clube é basicamente manter o que prevalece desde a inauguração do Maracanã, em 1950: ter São Januário para partidas menores e o Maracanã, para maiores, como a de hoje. Mas com a gestão do local na mãos da iniciativa privada desde sua reforma em 2013, conciliar os dois estádios é difícil de se firmar a longo prazo.

De saída, porque São Januário, mesmo para jogos com menor apelo, está insuficiente. Das seis partidas disputadas nela nesta Série B, três tiveram todos os ingressos emitidos. A demanda por tíquetes para o duelo contra o Grêmio foi três vezes superior à sua capacidade atual: 22 mil pessoas.

Além de frustrar o torcedor que não consegue assistir à partida, o Vasco perde dinheiro. São Januário, mesmo lotado, rendeu receita líquida de R$ 230 mil contra o Grêmio. A título de comparação, em 2019, o time lotou o Maracanã na última rodada da Série A e lucrou R$ 1,1 milhão.

O clube poderia arrecadar algo parecido na partida contra o Cruzeiro, se não fosse o súbito aumento nas despesas para utilizar o Maracanã esta tarde. O Vasco entende os contratempos enfrentados para alugar o estádio para esta partida — o que inclui também a perda do direito de percentual sobre a receita de bares no dia da partida — como uma maneira de afastá-lo.

Em entrevista ao GLOBO em dezembro do ano passado, sobre a instalação de gramado híbrido no estádio, Severiano Braga, CEO do Maracanã, deixou claro o que pensa sobre mais um time, além de Flamengo e Fluminense, no estádio.

— Já está difícil manter o campo bom com a quantidade de jogos atual. Eu não recomendo que mais um time jogue no Maracanã. Ainda mais jogos será um absurdo.

Projeto parado

Os problemas vividos para a partida contra o Cruzeiro praticamente encerraram as esperanças do Vasco de tentar convencer Flamengo e Fluminense a aceitarem um terceiro participante na gestão do estádio. As conversas com a dupla não avançaram.

O cruz-maltino então eleva o tom, promete participar sozinho da nova licitação para a gestão do estádio, concorrendo contra a dupla Fla-Flu, apoiado no capital da 777 Partners. Mas para isso pode esbarrar em possíveis regras do edital, que determinem um número mínimo de partidas no Maracanã. O Vasco afirma que pode entrar na Justiça para anular o processo licitatório se considerar o edital direcionado para beneficiar determinado concorrente.

Todo esse desgaste poderia ser menor se o projeto mais recente de reforma e ampliação de São Januário, anunciado em 2020, tivesse avançado. Mas não foi o caso. Depois da saída da W Torre, que desistiu de captar recursos para a obra, vieram as conversas sobre SAF e as negociações com a 777 Partners. Os americanos não aceitaram bancar a reforma e ainda devem se debruçar sobre o projeto existente.

Isso significa, em outras palavras, que ele pode ser alterado ou até mesmo recusado pelo grupo, se não considerá-lo o ideal para seus interesses. A capacidade projetada, entre 40 mil e 45 mil lugares, pode ser modificada, dependendo de estudos de viabilidade econômica.

Em termos de custeio da obra, orçada inicialmente em R$ 275 milhões, outra incógnita. Com a SAF, o clube perderá parte substancial das receitas — direitos de jogadores, cotas de TV, patrocínios, bilheterias — que poderiam ser usadas ao longo dos anos para bancar a reforma do estádio.

Fonte: extra.globo
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