Futebol

Vasco gasta mais de R$ 1 milhão com jogadores encostados

O início do ano do Vasco foi marcado pela discussão em torno do valor da folha salarial para 2020: o presidente do clube, Alexandre Campello, decidiu aumentar investimentos, aliados discordaram e saíram da diretoria. Neste cenário, a agremiação cruzmaltina tem um gasto entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão com jogadores encostados que não vão ser utilizados ou têm lesões crônicas. O problema está na mesa do dirigente máximo do clube desde o semestre passado, mas só agora há movimento para tentar resolve-lo e aliviar a folha salarial.

Na discussão que levou a uma racha na diretoria, Campello defendia um aumento do investimento na folha salarial para acima de R$ 4 milhões, enquanto membros da área de finanças queriam segurar o valor em R$ 3,3 milhões como previsto no orçamento. O salário de Abel Braga e a contratação de Cano pesaram no racha.

Mas outro tópico é que, desde outubro do ano passado, identificou-se jogadores caros na folha que dificilmente seriam utilizados em 2020. Eram os casos de Claúdio Winck, Galhardo, Bruno César, Ramon, Caio Monteiro e Breno, este último com uma contusão. O peso deles na folha era entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. A ideia levada a Campello era que se sentasse para conversar com os empresários desses jogadores para acertar rescisões. Assim, se aliviaria a folha.

Havia a ideia inclusive de discutir com Breno, contundido desde 2018, uma rescisão ou coloca-lo no INSS. A situação dele, no entanto, é considerada delicada pela diretoria por envolver uma questão clícinca. Nada foi feito no período de três meses.

Enquanto isso, o plano de futebol discutido com Vanderlei Luxemburgo era de aumento de salário e contratações em massa. O técnico recebeu uma proposta do Palmeiras, saiu e esse planejamento morreu. Mas a movimentação para reduzir a folha não ocorreu nem antes, nem depois da chegada de Abel, cujo salário é superio ao de Luxemburgo.

Agora, no início do ano e final de 2019, Campello começou, de fato, a lidar com o problema. Dos jogadores listados, Ramon se recuperou e vai ser aproveitado. Fora ele, Bruno César, Claúdio Winck e Galhardo treinam em separado, Caio Monteiro foi emprestado ao Boavista. O clube tenta uma solução para rescindir os contratos com uma dificuldade extra porque agora terá de recoloca-los com o início da temporada em curso. Houve redução com saída de Claiton e Valdivia porque seus contratos por empréstimo acabavam.

Os salários de todos, assim como do restante do elenco, estão atrasados. Bruno César chegou a reclamar em rede social e respondeu a um torcedor que iria embora se lhe pagassem. Essa é uma questão, para acertar saídas, o Vasco precisa pagar rescisões.

A manutenção de jogadores caros no clube prejudica investimento e pode causar problemas futuros. O clube tem sofrido com uma enxurrada de ações trabalhistas de ex-jogadores como Anderson Martins, Manga Escobar e Lenon.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos - UOL Esportes
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