Vasco liga o alerta no Brasileiro e técnico faz 'coro' por um camisa 9
🚨Cenário repetido: o Vasco cria chances, vai ao ataque com frequência, perde chances claras para fazer gol e para nas próprias limitações. A derrota por 3 a 0 para o Santos, neste domingo, em São Januário, traz à tona um resultado até elástico, mas o time carioca desperdiçou, no mínimo, duas boas oportunidades de balançar as redes ainda com a partida empatada.
Isso não é novidade no time comandado por Pedro Emanuel. A tônica do Vasco em 2026 é ter certo volume de jogo mas parar na má pontaria. Não à toa, o time carioca é a equipe com a maior média de finalizações por jogo do Brasileirão: são mais de 17 chutes por jogo - para efeito de comparação, nenhum outro participante do torneio tem 16.
A posição de centroavante é, desde a abertura da janela, buscada pela diretoria, mas tornou-se prioridade após a lesão de Brenner e o desempenho da equipe nos últimos jogos. Até agora, o clube contratou o volante Santiago Sosa e o atacante Facundo Colidio, que até atua como 9, mas performa melhor fora da área.
— Nós tivemos dois deles (reforços) atuando hoje. O Colidio mesmo não sendo um 9 pode atuar nas três posições da frente. Estamos avaliando porque é um momento difícil no mercado. Temos que avaliar quem vem porque quem vier tem que fazer a diferença. Trazer por trazer não acrescenta nada. Mais do que quantidade tem que ser qualidade. Por calhar essas oportunidades só vão aparecer agora, com os clubes da Europa começando a liberar atletas que não farão parte dos plantéis. Isso é tratado com a diretoria e eles sabem as nossas necessidades. Precisamos urgentemente concretizar as oportunidades que estamos criando - afirmou Pedro Emanuel em coletiva após o jogo.
A busca por um centroavante que a diretoria considere que vá elevar o patamar é vista como complicada internamente. Os nomes que agradam à cúpula vascaína estão fora da capacidade financeira atual do clube.
O Vasco solicitou a entrada de R$ 150 milhões via empréstimo DIP (formato para instituições que estão em recuperação judicial). Parte dessa verba será endereçada para transferências. Mesmo com esse valor, a diretoria ainda dá como difícil a chegada de um atleta de "patamar pesado".
Com a lesão de Brenner, Spinelli e David dividem a busca pela titularidade, mas nenhum deles têm desempenho que anima.
— Logicamente, neste momento nós não temos tempo, queremos resultados. É isso que temos tentado fazer com as várias experiências. Temos uma dinâmica um pouco melhor no meio-campo, que permite também aos homens da frente perceberem aquilo que nós queremos quando temos a bola. Agora, mais do que essa qualidade de que se fala, e que naturalmente o Brenner também nos acrescenta, porque de fato tem muita qualidade, precisamos conseguir ser mais eficazes nas oportunidades que temos criado - completou o técnico.
Contra o Santos, foram 19 tentativas, mas apenas três foram na direção do goleiro Gabriel Brazão. O Santos chutou 11 vezes, o suficiente para construir o placar.
Tarde infeliz e vaias
O goleiro Léo Jardim terminou a tarde vaiado em São Januário. Sem culpa no gol de Gabigol, que abriu o placar para o Santos no Rio de Janeiro, o jogador errou nos lances que definiram a confortável vitória santista fora de casa. Primeiro ao tirar de soco cruzamento de Neymar no peito de Willian Arão, que quase “sem querer” anotou o 2 a 0. Depois, ao rebater cobrança de falta nos pés de Luan Peres, que fechou o placar.
De olho na América
Vasco e Santos agora se concentram na Copa Sul-Americana. O cruz-maltino tenta a vaga nas quartas de final na quinta-feira, às 19h (de Brasília), contra o Olimpia, em Assunção (Paraguai). O time de Cuca entra em campo na mesma data e horário para enfrentar o Macará, no Equador.