Vasco não deverá fazer loucura financeira para ter Dedé

31/12/2019 às 08h11 - FUTEBOL

Ídolo da torcida cruzmaltina e campeão da Copa do Brasil de 2011, Dedé entrou na mira do Vasco neste mercado da bola. O sonhado retorno do zagueiro é considerado bastante difícil, mas o clube já entrou em contato com os representantes do atleta e acenou que irá fazer uma proposta. O que se sabe é que a oferta é considerada "pés no chão".

Tentando manter uma política de austeridade, a diretoria vascaína indicou que irá oferecer cerca de metade do que Dedé recebe atualmente no Cruzeiro, algo em torno de R$ 650 mil a R$ 800 mil.

O defensor terminou o ano em baixa no clube mineiro e dificilmente permanecerá por lá, uma vez que os cruzeirenses foram rebaixados e a diretoria estipulou um teto salarial de R$ 150 mil para a disputa da Série B. Por conta disso, o Cruzeiro se mostra disposto a negociar ele e outros medalhões do elenco.

Dedé curte férias em Volta Redonda (RJ), sua cidade natal, e tem procurado relaxar do ano difícil com um de seus principais hobbies: a pesca.

O zagueiro vê com bons olhos um retorno a São Januário, quando viveu um de seus melhores momentos na carreira e onde se destacou para o mercado nacional e internacional. Na ocasião, foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez e chegou a receber propostas de clubes da Premier League, a Liga Inglesa, mas preferiu ficar no Brasil.

Paralelamente, o Cruzmaltino ainda negocia a renovação de Oswaldo Henríquez, embora as tratativas tenham se tornado difíceis. Além de uma primeira pedida alta, o zagueiro desejava a permanência do técnico Vanderlei Luxemburgo, que o prestigiou desde os tempos de Sport. Outro ponto que o colombiano não abre mão é do pagamento de atrasados.

Com contrato até dezembro de 2022, Werley, a princípio, fica, mas o Vasco está aberto a negociações e pode incluí-lo em alguma transação. Os jovens Ulisses e Miranda também deverão ser aproveitados.

Dedé viveu momentos conturbados

Até pouco tempo atrás, Dedé foi tratado como inegociável no Cruzeiro. No começo de 2019, o clube fez jogo duro e não liberou o zagueiro para o Flamengo, que na época ainda contava com Abel Braga. Mas a temporada do defensor começou a declinar a partir do segundo semestre. Ele foi apontado como um dos pivôs da saída de Rogério Ceni da equipe. Após uma partida contra o Ceará, o zagueiro pediu a palavra e sugeriu que o companheiro Thiago Neves voltasse a ganhar oportunidades no time. A postura não agradou Ceni, que deixou o vestiário e acabou demitido no dia seguinte.

Dois meses mais tarde, Dedé se recuperava de uma cirurgia no joelho quando foi registrado dando uma "sarrada no ar" durante uma confraternização com outros jogadores. O momento que já ruim no Cruzeiro e o quadro clínico do atleta contribuíram para que a idolatria da torcida ao jogador diminuísse ainda mais, passando a ser duramente criticado como um dos responsáveis pelo rebaixamento celeste.

Dedé completará 32 anos em 2020 e tem contrato com o Cruzeiro até o fim do ano seguinte, detalhes que serão importantes no momento de definir seu futuro. O teto salarial que o núcleo dirigente transitório quer adotar a partir de agora é de R$ 150 mil mensais, algo bem abaixo dos vencimentos do defensor.

Se ficar, ele terá que aceitar uma redução considerável. Além disso, a alta idade do jogador e a necessidade de o Cruzeiro fazer caixa e enxugar os custos podem fazer o clube mineiro perder poder de negociação e não conseguir se desfazer de Dedé por um valor que um dia já pediu pelo atleta.

Fonte: UOL Esporte