Futebol

Vasco pode punir sócios por confusão nas sociais

A confusão na arquibancada social de São Januário após o empate entre Vasco e Avaí, na quarta-feira, pode gerar desdobramentos no clube. Membros da diretoria estudam pedir punições aos associados que xingaram o presidente Eurico Miranda. A premissa está no artigo 33 do estatuto cruz-maltino, que versa sobre as obrigações dos sócios, uma delas “respeitar os dirigentes ou representantes do Clube quando no exercício das respectivas funções”.

- Medidas fortes serão tomadas para evitar este tipo de coisa. O sócio não tem o direito de chegar na sua casa e dar tapa na cara. Há um estatuto que ele tem que cumprir e respeitar. Temos imagens, gravações, depoimentos. Vamos avaliar se cabe ou não a aplicação da penalidade. Não tem nada definido – disse o segundo vice-presidente do Vasco, Silvio Godói.

O estatuto do Vasco prevê advertência, suspensão de seis meses ou desligamento do clube em caso de transgressão das obrigações sociais. A questão, porém, é conseguir identificar as pessoas responsáveis pelos xingamentos e saber se são, de fato, associados. O processo também deve levar em consideração o direito de defesa de possíveis acusados.

- Eu mesmo fui ofendido pelo cidadão. Já sei quem é, mas não sei se vou representar. O momento do Vasco é de se classificar e partir para as coisas que têm que acontecer – completou Godói.

No ano passado, cinco sócios foram suspensos, todos com base no artigo 34 do estatuto do clube, que fala que "fica sujeito às penas combinadas no documento o sócio que, verbalmente ou expressamente, para qualquer fim, fizer ou subscrever declarações inverídicas atentatórias ao clube ou aos seus dirigentes, ou desprezar as regras da boa conduta moral, cívica e desportiva". 

Três dos associados foram punidos por fazer parte de um protesto em São Januário. Um deles, Carlos Alberto de Almeida Ferreira, conseguiu há duas semanas o cancelamento da suspensão, mas pretende recorrer para pleitear ressarcimento por danos morais. 

Entenda o caso

Segundo relatos de associados, torcedores que xingavam o presidente Eurico Miranda, que estava na sala da presidência, discutiram com apoiadores do mandatário vascaíno. A Polícia Militar precisou intervir, jogou gás de pimenta e entrou em conflito com Eurico Brandão, filho e assessor especial do presidente cruz-maltino.

Euriquinho se dirigiu ao Jecrim, mas não prestou queixa. À reportagem do GloboEsporte.com, ele contestou os relatos de associados e negou que tenha se envolvido na briga na social. Ele afirmou que questionou uma ação do policiamento e se revoltou com uma "arbitrariedade da polícia", pelo uso do spray.

Fonte: Extra
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