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Vasco quer mais R$ 25 mi com até cinco novas marcas na camisa

Os mais conservadores que se preparem. Os dois atuais patrocinadores da camisa do Vasco podem ganhar companhia em breve. A direção do clube planeja ocupar todos outros três espaços vagos da camisa vascaína - manga da camisa, omoplata (próximo ao ombro) e barra do uniforme - e ainda vai abrir mais uma ou duas “vagas” para anunciantes. Uma já está definida e vai ficar bem abaixo das axilas, como fez o Corinthians em 2009. Se por um lado inevitavelmente a camisa cruz-maltina vai ficar “poluída”, por outro a meta é ambiciosa: o clube pretende arrecadar cerca de R$ 25 milhões a mais se conseguir fechar com até cinco novos anunciantes.

Em média, seriam R$ 5 milhões para cada novo patrocinador. Hoje, o Vasco arrecada R$ 22 milhões com a Nissan, que fechou contrato de quatro anos por R$ 7 milhões anuais, mais a Caixa Econômica Federal, em vínculo de um ano por R$ 15 milhões. Os dois são os patrocinadores masters do clube e ocupam as áreas mais nobres da camisa (frente e verso). Dois patrocinadores saíram recentemente da camisa: Fresh, que estava desde janeiro, e BFG, que ficou um ano na omoplata do uniforme do Vasco. O clube ainda tem a empresa de telefonia celular, Tim, dentro do número da camisa.

O diretor geral do Vasco, Cristiano Koehler, disse que o clube está em fase de prospecção, mas ainda não está fechado com nenhuma empresa para ocupar a camisa vascaína.

- Ainda temos outros espaços na camisa e estamos em fase de reuniões, de recebimento de material das empresas, de análise, mas nada de efetivo ainda - adiantou o diretor geral do Vasco.

O consultor de marketing e de gestão esportiva Amir Somoggi está longe de ser um entusiasta dessa “ocupação” generalizada de espaços na camisa dos clubes brasileiros. Para ele, os patrocinadores logo percebem que a exposição acaba sendo prejudicada com tantos anunciantes numa camisa de time.

- Acho muito difícil o Vasco cobrir os R$ 22 milhões que ganha hoje com seus patrocínios master com um monte de anunciantes menores, porque cai muito a visibilidade. A Caixa, por exemplo, no Corinthians, impôs um limite de patrocínios na camisa. Mas o ponto é que a retenção desses patrocínios sempre é pequena. Os contratos são curtos e não se renovam, por culpa dos clubes e dos próprios patrocinadores - diz Somoggi, que cita o exemplo do futebol europeu, com poucos patrocinadores na camisa, mas outras ações exploradas comercialmente que valem até mais que a exposição na camisa. - Mas, infelizmente, ninguém no Brasil ainda consegue fazer isso. Queria ver a Nissan vender mais carros para vascaínos, a Fiat mais carros para palmeirenses e a Caixa aumentando o número de clientes.

Fonte: ge
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