Vasco tem desafios para superar diante do Oriente Petrolero

05/02/2020 às 08h03 - FUTEBOL

O retrospecto positivo do Vasco em confrontos com adversários bolivianos não é suficiente para garantir uma estreia convincente na Copa Sul-Americana. Eliminado da Taça Guanabara, o Cruzmaltino recebe o Oriente Petrolero-BOL, hoje, às 21h30, em São Januário, com o desafio de reencontrar o caminho do gol e superar o pior início no século, com um gol em cinco jogos no ano.

Em momentos de crise, todo reforço é válido. Sob pressão, o técnico Abel Braga deverá contar com Yago Pikachu, recuperado de um incômodo na panturrilha direita. Com mais de 19 mil ingressos vendidos, o torcedor será um importante aliado. E para o 'caldeirão' não ferver de maneira negativa na Colina, a resposta dos jogadores em campo será fundamental.

"Vamos fazer bem feito a nossa parte, procurar evoluir. Por mais que a nossa arrancada não tenha sido das melhores, a gente precisa persistir para que os resultados comecem a aparecer. E nada melhor do que um jogo grande como esse para começar a crescer nesta temporada", disse Fernando Miguel.

Na Colina, a situação é muito delicada, financeira e politicamente. Em pé de guerra com a oposição, o presidente Alexandre Campello perdeu aliados importantes na área administrativa, caso de João Marcos Amorim, ex-vice de finanças, por divergência sobre o orçamento para o futebol em 2020.

O orçamento limitado ficou ainda mais curto depois do acordo para pagar mais de R$ 32 milhões em dívidas para evitar as constantes penhoras. Os jogadores ainda não receberam o salário de dezembro, 13º e férias, assim como os funcionários que recebem até R$ 1,8 mil. O último vencimento pago aos demais é referente a outubro.

A crise ecoa em campo. Com apenas um reforço anunciado — o atacante argentino Germán Cano —, o Vasco encaminha a volta dos volantes Fellipe Bastos e Fredy Guarín para fortalecer o grupo recheado de garotos. Dos 30 jogadores inscritos pelo clube na Sul-Americana, 22 foram revelados na Colina. A decisão é motivada pela falta de recursos para investir em reforços e, não, por estratégia de apostar na base.

Fonte: O Dia