Futebol

Vasco tem segunda menor média de posse de bola do Brasileiro

O aproveitamento é impecável. Em quatro jogos o Vasco conquistou quatro vitórias no Campeonato Brasileiro. A eficiência remete naturalmente a um domínio do controle da bola dentro de campo. Mas o time de Cristóvão Borges vem mostrando que posse de bola não significa superioridade numérica no placar. Nas rodadas realizadas até então, em nenhuma o líder chegou a ter número igual ou maior que 50%. A média é de 45,5%, maior somente do que a do Sport, que tem 44,2%.

Portuguesa e Bahia, por exemplo, só conseguiram posse de bola superior à do adversário justamente quando enfrentaram o Vasco - nas segunda e quarta rodadas, respectivamente. Nas duas oportunidades, os jogos foram fora do Rio de Janeiro, mas com o placar favorável aos cariocas: 1 a 0 e 2 a 1. Em casa, o time teve vitória tranquila por 4 a 2 sobre o Náutico, que ainda assim levou vantagem na posse de bola (51% a 49%). Na outra partida em São Januário, a diferença foi mais gritante: 55% a 45% a favor do Grêmio, derrotado por 2 a 1.

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Na opinião de Diego Souza, ficar menos com a posse de bola é apenas a consequência de uma estratégia do Vasco.

- Nosso time impõe um ritmo forte no início, para pressionar o adversário e fazer o gol logo. Tem dado certo, sempre saímos na frente. Isso deixa o adversário preocupado e com a necessidade de vir para cima. Jogando fora de casa, principalmente, acabamos esperando mais e administrando o resultado - analisou o meia Diego Souza.

O jornalista André Rocha, do blog Olho Tático, tem a mesma linha de raciocínio. Para ele, os números podem ter uma justificativa no fato de o time ter feito sempre o primeiro gol.

- Acho que isso é circunstancial, já que o time saiu na frente nos jogos. É uma questão de estratégia, de recuar quando abre vantagem e aproveitar para explorar os contra-ataques.

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O Vasco obteve vantagem ainda no primeiro tempo e administrou o jogo em três ocasiões. Contra a Portuguesa, Alecsandro fez 1 a 0 aos 21 do primeiro tempo, e o resultado foi mantido até o fim. Diante de Náutico e Bahia, na volta do intervalo, o placar era mais favorável ainda: 2 a 0.

- Conseguimos envolver o time do Bahia e abrimos 2 a 0. No segundo tempo, a posse de bola deles aumentou, mas não tiveram espaço para jogar. Não acho que existe isso de ficarmos retrancados. Nossa equipe é forte no contra-ataque e se adapta a várias situações. Pegamos mais confiança no setor defensivo nas últimas semanas, só que não teremos essa característica de ficar atrás nunca - explicou o zagueiro Dedé.

Somente contra o Grêmio o enredo foi outro. Apesar de abrir o placar aos 22 minutos, Fernando empatou logo depois, aos 25. Alecsandro só foi decretar o triunfo aos 23 do segundo tempo. No entanto, na ocasião, Cristóvão Borges mandou a campo um time misto por conta da disputa da Libertadores três dias depois.


Colaboraram André Casado e Gustavo Rotstein

Fonte: ge
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