Futebol

Vasco trata o tema sobre Marino com paciência

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Perto de completar três meses no Vasco, Marino Hinestroza tem dificuldades para emplacar no clube. O atacante foi contratado por 5 milhões de dólares (perto de R$ 30 milhões), depois de uma negociação de reviravoltas, que teve um fim celebrado pelo clube e pela torcida. Agora, o jogador tem sido criticado pelos torcedores e ainda não conquistou o seu espaço.

As atuações de Marino Hinestroza não tem agradado aos vascaínos. Em 13 jogos, o colombiano ainda não marcou ou deu assistências pelo Vasco. A crítica se dá pelo pouco que o atacante mostrou com a camisa vascaína.

Em um momento de dúvida na ponta direita do Vasco, esperava-se que Marino Hinestroza já pudesse estar rendendo mais. O titular da posição é Nuno Moreira, que vive um 2026 bem abaixo do que fez em 2025, quando o português foi um dos principais jogadores da equipe na temporada.

Marino foi contratado justamente para suprir esta lacuna. Com a saída de Rayan, o Vasco definiu como objetivo a contratação de dois jogadores para suprir a saída de um: um atacante de lado de potência física (Hinestroza), outro de mais mobilidade na frente para gerar jogo (Brenner).

E não dá para dizer que até agora a passagem de Marino no Vasco não é decepcionante. O atacante vem de quatro atuações ruins em uma sequência de jogos em que a equipe não venceu na temporada.

O colombiano esteve entre os piores nas atuações do ge nos jogos contra o Botafogo (nota 3,5), contra o Barracas Central (4,5) e Audax Italiano (3).

Não há um diagnóstico claro do departamento de futebol ou da comissão técnica sobre os motivos pelos quais Marino ainda não mostrou a que veio no Vasco. O clube trata o tema com paciência, mas sabe da pressão em cima do jogador. Há uma clara diferença entre a expectativa criada e o que foi mostrado até aqui.

Em uma coletiva após a partida contra o Botafogo, Renato deu uma declaração polêmica ao citar os problemas vistos no processo de adaptação de jogadores colombianos ao futebol brasileiro, ao ser perguntado sobre Marino Hinestroza.

— Quando eu estava no Grêmio e me ofereciam jogadores colombianos e equatorianos, eu gosto deles, mas eu só dava o aval pra trazerem quando estavam adaptados ao futebol brasileiro. O jogador colombiano e equatoriano precisa de muito tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. Tem uma diferença muito grande, principalmente taticamente. E isso leva tempo - afirmou Renato.

Depois da derrota para o Audax Italiano, Renato foi perguntado sobre mais oportunidades para Adson. O treinador respondeu que tem dado chances a vários jogadores, mas que já está na hora dos atletas as aproveitarem.

— Vocês estão vendo que eu estou dando oportunidade para todo mundo. Ninguém pode se queixar, talvez um tenha tido menos que outro, mas todos têm tido oportunidade. Daqui a pouco não vai para o jogo e vão perguntar: por que não põe fulano, sicrano? Treinador conhece jogador do dia a dia.

O Vasco volta a campo no sábado, às 18h30, em São Januário, para enfrentar o São Paulo pela 12ª rodada do Brasileirão. O clube está na 13ª posição, com apenas 13 pontos disputados. O adversário paulista tem 20 pontos e está no terceiro lugar.

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Fonte: ge
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