Vasco usa cobertor, touca e cafezinho para sobreviver a Foz do Iguaçu

06/07/2019 às 22h36 - CLUBE

Quando saiu do Rio de Janeiro, o Vasco enfrentava o forte calor de mais de 30ºC da capital carioca. Em menos de dois dias, os termômetros estão castigando de outro jeito, completamente oposto. Em Foz do Iguaçu, o Cruz-Maltino está fazendo o possível para suportar o inverno do sul paranaense.

Neste sábado, o Vasco venceu o amistoso com o Foz do Iguaçu por 3 a 1, no Estádio do ABC, sob 6ºC, mas com sensação de 4ºC. Para não congelar, o Cruz-Maltino teve de montar uma missão de guerra. Edredons foram utilizados pelos reservas no banco; toucas, luvas e gorros foram distribuídos; e o café e o chocolate quente salvaram a delegação.
 

Sábado foi o dia mais frio do ano em Foz do Iguaçu. Os termômetros, no início da manhã, chegaram a marcar -2ºC, com sensação térmica ainda menor. À noite, porém, sem o sol, mesmo sob 6ºC, a impressão era de mais frio.

Tanto que os jogadores, muitos desacostumados ao clima gelado de Foz do Iguaçu, não economizaram no “fardamento”. Rossi, por exemplo, foi a campo para o aquecimento com quase todo o rosto tampado. Todos eles, é claro, utilizando a tradicional roupa térmica para tentar esquentar mais um pouco.

No banco de reserva, azar de quem não podia estar em campo para manter a temperatura (só um pouco) mais alta. Por isso, a comissão técnica do Vasco providenciou mantas para todos os jogadores, que, literalmente, se esconderam debaixo delas para fugir do frio.
 

Logo ao lado, numa bancada pequena, um ótimo remédio contra os 6ºC do Estádio do ABC: duas garrafas térmicas, com café e chocolate muito quentes. Os jogadores e membros da comissão técnica recorreram a eles para sobreviver – só a roupa não era o suficiente.

Depois de 45 minutos com dois gols e ótima atuação, Valdívia parou para dar entrevista na beira do gramado e resumiu a sensação de todos ali:

- Pés congelados! – disse.

O frio era tanto que não teve a tradicional coletiva de imprensa dada pelo técnico após o fim do jogo. Como o estádio "raiz" não tinha sala de imprensa, Luxemburgo optou por evitar o clima gelado. Os jogadores também não tomaram banho no estádio e foram direto do campo para o ônibus.

Fonte: Globoesporte.com