Veja entrevista com o candidato Nelson Rocha concedida à Rádio Manchete

20/10/2014 às 23h25 - POLÍTICA

A Rádio Manchete deu prosseguimento a sua série de entrevistas com os candidatos à presidência do Club de Regatas Vasco da Gama, e o convidado desta segunda-feira(20/10) foi Nelson Rocha, da chapa Vira Vasco. O ex-vice presidente de Finanças e ex-vice Geral debateu sobre sua candidatura e apresentou propostas, confira a seguir.

Por que ser presidente do Vasco da Gama?

“Os clubes brasileiros em geral enfrentam muitos problemas e é hora de virar esse jogo. É inadmissível que nós tenhamos o melhor futebol do mundo do ponto de vista técnico e do ponto de vista de organização das agremiações esteja como está.  Os clubes brasileiros enfrentam problemas graves financeiros, enquanto as federações e a CBF estão nadando em dinheiro e emprestando, como a FERJ fez com o Vasco. Não é um desejo propriamente de ser presidente do Vasco, claro que dá um orgulho para qualquer vascaíno, como é meu caso, mas sobretudo tenho isso como uma missão.  O Vasco precisa de gente competente para poder fazer a gestão do clube, e eu estive lá como vice-presidente financeiro e vice-geral, mas é diferente, pois as propostas que apresentávamos sofriam algum tipo de resistência, e é preciso fazer a coisa certa para o clube crescer, quero ser presidente não para ser mais um presidente, mas para verdadeiramente transformar e mudar a história do nosso clube.”

Qual será a primeira providência a ser tomada no clube caso seja eleito?

“Tenho experiência na área financeira, e em especial em crises financeiras. Fui secretário de Fazenda no Estado do Rio de Janeiro, talvez no pior momento da história econômica desse Estado, e quando me chamaram para ser vice-presidente financeiro foi justamente por conta dessa característica, e não é uma tarefa fácil. Para você fazer um combate a uma grave crise financeira, a palavra de ordem é credibilidade, e sem credibilidade ninguém vai a lugar nenhum. A primeira ação que eu faria no clube seria decretar o sentimento de pertencimento, e o que seria isso? Tenho visto que ao longo do tempo o Vasco vem se apequenando, na gestão anterior a do Roberto, na gestão do Roberto, um clube que tem 19 milhões de torcedores não pode viver uma situação dessas, não pode entrar em campo como aconteceu no último sábado com medo, parece que tem medo de jogar contra os outros. Na minha gestão, isso não ocorrerá, o Vasco vai se impor e esse sentimento de pertencimento começa pela escolha de todo o elenco, do técnico, do diretor executivo, e já deixo claro também que o Rodrigo Caetano só não ficará na nossa gestão se não quiser. Queremos passar para os jogadores que eles dêem o sangue até os 45 do segundo tempo, e não acontecer como recentemente um jogador formado na base do Vasco foi para o Cruzeiro e disse estar feliz porque era um sonho jogar no Cruzeiro. Sem demérito ao Cruzeiro, o Vasco tem uma torcida maior, um clube de muito mais tradição, com muito mais títulos , e um jogador que pensa assim é porque não tem firmeza de propósito na direção do clube, e isso passará no profissional e nos jogadores da base.”

Que erros que a atual administração cometeu que o senhor não quer repetir caso assuma o Vasco?

“Após 12 anos de ditadura, nós ganhamos a eleição, fui expulso do clube, ganhei na justiça e não me reintegraram. Uma coisa que não se pode negar é que com o Roberto Dinamite houve o resgate da democracia no clube. Em 2008 o clube foi rebaixado e não tinha nenhum recurso em caixa, e em 2009 o Roberto, junto do Mandarino e do Olavo me fazem um apelo e fomos pra lá, com um planejamento de gestão e para que tivéssemos recursos. Tivemos o contrato com a Eletrobrás e com a fornecedora de uniformes(Penalty) e  as coisas forma se ajeitando. Se fez um time razoável, fomos campeões da Série B, e isso foi crescendo. Em 2010 o time melhora um pouco, vai para a Série A, mas ainda com muita dificuldade, porque não tinha condições de ter um grande elenco e isso culmina em 2011 com um bom grupo, um time vencedor e campeão e fora de campo o clube é eleito o de melhor gestão do país em 2011. No segundo semestre, somos reeleitos, com 93% dos votos, e aí o Roberto começa o segundo mandato mudando completamente de postura. No primeiro mandato, ele não é um administrador por natureza, e deixava que tudo fosse tocado pelas pessoas que conhecem e podem ajudar. Algumas coisas o Roberto questionava e a base não tinha sido feita do jeito que a gente imaginado e que o Rodrigo(Caetano) tinha imaginado, esse momento foi crucial para o clube. O Roberto muda sua postura e começa a atuar diretamente em todas as áreas, começa a se meter nas áreas e a ter decisões erradas por falta de conhecimento mesmo, e isso acamou culminando também com a saída do Rodrigo Caetano e o fato de o Roberto ter assinado alguns contratos que achávamos que eram prejudiciais ao clube saio no mês de julho de 2012 e o Mandarino também. Muitos nos culpam, mas éramos os pilares da administração do Roberto Dinamite, mas em determinados momentos ou você compactua ou sai, e se você não aceita o que está sendo feito você não pode se manter lá. O Roberto que não cumpriu o que havia combinado conosco.”

Que proposta possui para a revitalização de São Januário e seu entorno?

“Vamos resgatar o projeto da Arena São Januário, que foi largado, e eu coordenava o projeto. O Vasco perdeu uma oportunidade histórica porque largaram o projeto, era pegá-lo e levar, a OAS fez o projeto, iria ter uma licitação depois, e como ela gastou para fazer o projeto, se houvesse uma proposta menor ela teria direito de, em 15 dias, de igualar a proposta, essa era a vantagem competitiva. O projeto envolvia o entorno também, e quando fomos conversar com o prefeito foi para resolver o entorno, e sem este não havia a possibilidade de fazer a arena. O prefeito se comprometeu, mas tinha que haver uma garantia para o COI(Comitê Olímpico Internacional), consegui essa garantia numa operação financeira com o BMG, e daríamos uma contragarantia de eventual necessidade de atletas, tínhamos tudo isso pronto, e perdemos a oportunidade. Se o entorno não é feito no momento por pressão internacional para a realização dos jogos olímpicos, não fará mais, pode acontecer numa outra ocasião, mas vamos resgatar o projeto da arena, vamos fazer um projeto político, de pressão junto às autoridades e mostrar que São Cristóvão, principalmente o bairro Vasco da Gama, precisa fazer a conexão com o Porto Maravilha. A idéia é resgatar esse projeto através da OAS ou de outros para fazer um novo estádio com capacidade para 40 mil lugares, garantindo a expectativa de modelo de caldeirão também, para não perder essa característica, também a construção de um shopping ao lado, fazer um grande complexo esportivo, manter a Sede Náutica, fazendo uma revitalização e ter as instalações do Vasco resgatadas. “

Por: Cesar Augusto Mota

Foto: Rossana Fraga/ LANCE!PressNelson Rocha
Nelson Rocha

Fonte: SUPERVASCO.COM

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