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Vídeo: Em entrevista, R. Gomes falou sobre carreira como técnico

O status de grande treinador que Ricardo Gomes adquiriu poderia ser apenas creditado ao seu último período no Vasco e ao clima de esperança que sua volta gera nos torcedores do time. Porém, o antigo zagueiro da Seleção construiu sua carreira muito antes do Gigante da Colina, com passagens por outros clubes importantes do Brasil e do mundo, além da Seleção Olímpica Brasileira em 2003.

Em entrevista ao Zico na Área, Ricardo Gomes contou sua trajetória como técnico, do francês PSG ao Vasco. Na França, aliás, começou logo após deixar os gramados e encontrou um grupo formado por antigos companheiros de equipe. “Não foi fácil porque era o time que eu jogava. Fiquei até 98, quando o clube foi vendido. Aí voltei para o Brasil”, falou.

Ricardo Gomes também comentou a relação com um jogador especificamente: Leonardo. “Quando assumi o PSG foi junto com a contratação do Leonardo, que foi do Kashima para o Paris. A primeira coisa que eu fiz foi vir ao CFZ falar com o Zico pelo Leonardo”, revelou Ricardo.

Da França, Ricardo Gomes veio para o Brasil. O longo período passado na Europa – desde os tempos de jogador – pouco interferiu no trabalho e a rápida readaptação foi essencial para garantir o título da Copa do Nordeste de 1999.

O caminho, contudo, não foi fácil. O time havia perdido grande parte dos jogadores de 1998 e ficou composto por atletas da base, em sua maioria. “Eu acompanhei o Vitória, no campeonato de 98, e recebi o convite do presidente. Aceitei. Quando cheguei, um calor, em janeiro. Não tinha nada naquele time, os melhores jogadores já tinham sido vendidos.”

Ricardo Gomes, porém, encontrou naquele elenco uma peça diferenciada, um estrangeiro que deu o ritmo para o time de jovens e bons jogadores. “A base era muito boa, fiz um time só de garotos. Só que tinha um cara: Petkovic. Era o time de garotos e o Pet. Aí foi fantástico”, lembrou.

Pelo Vitória, foram duas passagens, intercaladas por um curto período no Sport. Em 2001, ao sair do Nordeste, passou por Coritiba e Juventude. O bom grupo que encontrou no time de Santa Catarina proporcionou destaque a Ricardo Gomes. O quarto lugar na primeira fase do Brasileirão de 2002, pelo Juventude, levou o treinador à Seleção Olímpica Brasileira.

Lá comandou um grupo talentoso de jogadores. Nomes como Diego, Robinho, Maicon e Alex davam esperança para a conquista do inédito título olímpico. Entretanto, no último jogo, dependendo apenas do empate para a classificação, o time de Ricardo Gomes perdeu para o Paraguai e foi eliminado.

As críticas foram duras, como sempre. A exigente torcida brasileira não aceitava um time tão talentoso perder daquela maneira. Ricardo Gomes revelou sua reação de forma descontraída. “Não pode falar nada, fica quieto e bola para frente. Não tem explicação. Perdeu? Vai embora e refaz sua vida. Ficar explicando para quê? O time é bom e perdeu? Fora, está tudo certo (risos).”

Ricardo Gomes, apesar de mostrar bom humor ao falar do assunto eliminação, assumiu a culpa por ter falhado. “O objetivo final que era classificar não foi atingido. O trabalho foi bem feito, mas nem tanto.”





Fonte: Yahoo Esporte Interativo
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