A CBF vai lançar nesta semana o Programa de Avaliação de Infraestrutura dos Estádios. Trata-se de uma ampla avaliação das condições dos principais estádios do país. A entidade ressalta que nunca houve um manual de estrutura mínima de estádios no Brasil, o que já existe nas grandes ligas europeias há pelo menos 10 anos.
Atualmente, o Brasileirão é o sexto campeonato mais valioso do mundo – atrás de Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano e Francês.
A proposta foi apresentada aos 40 clubes das Séries A e B em reunião na tarde desta segunda-feira, em um hotel na Barra da Tijuca. Foi o segundo encontro no processo de formação da liga única, sendo a primeira no início de abril. A partir do diagnóstico, a CBF vai entregar relatório aos clubes, para que façam adequações em três níveis dentro do regulamento de infraestrutura dos estádios:
A CBF justificou a medida com estudo que aponta aumento de mais de 30% de média de aumento de público em estádios/arenas que passaram por modernização nos últimos cinco anos na Premier League e na La Liga, campeonatos da Inglaterra e da Espanha, respectivamente.
Serão 230 quesitos em quatro pilares principais de avaliação em 21 estádios da Série A, com a conta valendo para os seguintes locais de competição de 2026:
As avaliações já começam na parada para a Copa do Mundo – os clubes vão receber ofício da CBF para o agendamento das visitas. O modelo segue metodologia já aplicada, por exemplo, na Conmebol, que visitou mais de 200 estádios nos 10 países que disputam as competições sul-americanas.
Entre os quatro pilares, não há nenhum específico que proíba o uso de grama artificial – uma pauta que vai pertencer à futura liga de clubes. Confira a seguir as especificações avaliadas:
A CBF vai promover certificação dos estádios com renovação periódica. Um banco de dados vai contemplar todas as vistorias, os relatórios e as execuções do cronograma. A ideia é em 2027 iniciar este procedimento em todos os estádios da Série B.
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