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Vôlei: Fabi relembra passagem pelo Vasco

Fim de mais um treino na Urca, zona sul do Rio de Janeiro, e Fabi coloca seu capacete, troca o uniforme pelo agasalho e completa o visual discreto com os óculos escuros. Sai com sua bicicleta pelas ruas e, após 30 minutos de pedalada, está em casa, em Ipanema. Dessa vez, foi de bike. Mas poderia ser de ônibus ou metrô. “As pessoas entram, olham para mim e me perguntam o que faço ali. Ué, a mesma coisa que elas: vou trabalhar”.

Fabi pode ser bicampeã olímpica, conquistado o ouro nos Jogos Pan-Americanos e subido cinco vezes ao lugar mais alto do pódio do Grand Prix de vôlei feminino. Mas tenta, a todo custo, manter a simplicidade da vida. “Eu brinco que estou voltando às minhas origens. Eu morava em Irajá, no subúrbio, e andei a vida inteira de ônibus. Depois, comprei carro. Agora, vendi. E ainda economizo, evito estresses com burocracias, vou lendo meu jornal. Tenho aproveitado mais a minha vida e o meu dia-a-dia”.

Não que seja uma tarefa fácil. Aos 37 anos, Fabi sabe que está próxima de uma grande mudança: a vida longe das quadras. Ao UOL Esporte, ela falou sobre o medo da aposentadoria, o desejo de ser mãe, a dificuldade de morar em uma cidade como o Rio de Janeiro, e a convivência com Bernardinho.

Flamenguista, Fabi era xodó de Eurico Miranda no Vasco

Por mais incrível que possa parecer, a flamenguista "roxa" Fabi era tratada como xodó de Eurico Miranda durante sua passagem pelo Vasco. O atual mandatário do clube gostava da raça que a a atleta mostrava em quadra com as cores cruzmaltinas.

"Eu sempre fui uma jogadora muito raçuda, e a Isabel era a treinadora, e eu entrava para sacar às vezes, para fazer um fundo de quadra, e ele gostava muito desse meu jeito, né. Me chamava de minha baixinha. É engraçado. E eu entrava, defendia e ele... ‘pô, essa é minha baixinha’".

A líbero viveu uma situação inusitada depois de um jogo contra o Flamengo, pela Superliga. "Estava terminando o doping. Quando terminei, fui entrar, aí estava ele falando, e eu cheguei na hora que ele falou assim ‘pô, queria agradecer’...A gente estava com problema de salário atrasado na época...'Queria agradecer o empenho e tal, foi muito legal, mas vocês nunca vão entender o que que é perder para o Flamengo'. Aí eu entro, cara, aí ele esbarrou em mim e disse: 'essa aqui sabe, porque essa é carioca, essa não sei o que'. Ele jurava que eu era vascaína. Acho que pelo jeito...E eu adoro isso, porque eu de fato me entregava ao time".

"Eu só não gritei ‘casaca’. Mas eu fazia o ritual, porque, pô, eu tinha o maior respeito. Eu tenho gratidão pelo Vasco" 

Fonte: UOL Esporte
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