VP de finanças sobre a Caixa: 'Há um contato para ver a possibilidade'

02/03/2018 às 08h09 - CLUBE

A diretoria do Vasco tem se esforçado para resolver dívidas fiscais geradas pela última gestão de Eurico Miranda, pois essas ameaçam as finanças do clube. Há parcelas do Profut (programa de refinanciamento fiscal) e valores do FGTS não pagos pelo ex-presidente. Assim, o clube não consegue negociar novo patrocínio com a Caixa Econômica e ainda há a ameaça de execuções judiciais.

O Vasco contratou um advogado tributarista para levantar todas as pendências fiscais do clube. Em outra iniciativa, o presidente vascaíno, Alexandre Campello, tem visitado órgãos como a Caixa e o Banco Central. E houve um encontro com o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, onde foi explicada a situação difícil do clube. Isso apenas dois anos depois de o Vasco ter aderido ao Profut onde deveria consolidar todos seus débitos com o governo federal.

“A Caixa tem uma particularidade de que era o nosso patrocinador. Há um contato para ver da possibilidade (de novo contrato). Mas temos que aparar arestas”, contou o vice de finanças do Vasco, Orlando Marques. Ao explicar as arestas, ele completa: “A questão dos tributos. Tem ainda pendências com a Caixa.”

Ao “Extra”, Campello não negou a possibilidade de um acordo, mas disse que não há uma negociação no momento. Poderia ser uma substituição para a Lasa, empresa farmacêutica que assinou com o Vasco e depois não pagou e cujos dirigentes desapareceram.

O problema para retornar à Caxa é a necessidade de CND (Certidão Negativa de Débito). Entre as dívidas, o clube estava com três meses de atraso nos pagamentos do Profut, em um valor que gira em torno de R$ 2 milhões.

Pela lei, três meses de atraso levariam à exclusão do programa de refinanciamento e à cobrança imediata da dívida. Isso caberia aos órgãos de fiscalização, Receita, BC, etc. Detalhe: o Vasco teve um desconto de R$ 113 milhões em sua dívida ao aderir ao Profut. Agora, a nova diretoria pretende negociar.

Outra dívida importante é relacionada ao FGTS.  Teoricamente, toda a dívida do fundo de garantia passada deveria ter sido consolidada no pacote do Profut. Ou seja, houve novos débitos surgidos na gestão de Eurico. A nova diretoria reconhece a dívida, mas não quer ficar analisando erros do passado. Há ainda outras pendências fiscais menores, segundo Marques.

“O Profut é um programa muito bom. Muitas coisas não foram pagas no passado”, disse o vice de finanças,. Questionado sobre essa falta de pagamento de Eurico, Orlando Marques disse que quer pensar para frente. “Não gosto de olhar no retrovisor. Estou aqui dirigindo e costumo dizer que dirijo olhando para frente. Sabemos qual a herança, boa ou ruim. Temos tido várias reuniões, e cada vice-presidente assume sua responsabilidade, o que é muito bom.”

Fora as dívidas fiscais, a diretoria do Vasco também pretende contratar uma empresa para levantar os valores de outros débitos. “Auditoria no Vasco é bastante complicado por conta da informação fornecida”, explicou Orlando Marques em referência à fata de documentos.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos - UOL Esportes

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