Os cenários recentes de jogos do Vasco são bem parecidos: o time, por mais que tenha mais dificuldade contra um adversário ou outro, cria boas chances de marcar, as desperdiça e leva gols em oportunidades menos favoráveis do adversário.
Essa foi a tônica do empate por 1 a 1 contra o Remo, neste sábado, no Mangueirão, pela 11ª rodada do Brasileirão. O resultado deixa o Vasco no 12º lugar.
O time carioca não fez jogo brilhante, mas criou o suficiente para abrir o placar com Andrés Gómez e até dobrar a vantagem. Não aproveitou. No fim, viu o Remo empatar em gol de Marllon em lance de bola parada após falta boba de Saldivia na lateral do campo.
Vale ressaltar que as chances perdidas não podem servir de muleta para o Vasco. O fato de um time perder chances claras não é uma forma de aliviar um resultado negativo - é mostrar a realidade: é uma equipe que deixa pontos para trás por ineficiência.
O time, sim, foi superior ao Remo em boa parte do jogo. A apresentação coletiva no Mangueirão não foi positiva em ambos os lados: foi um duelo de vários passes errados, bolas perdidas e disputas físicos, principalmente no primeiro tempo.
— O que mais me incomoda é que, com todo respeito aos adversários, dificilmente temos tomado gol por mérito dos adversários. E sim por falhas nossas. Essas falhas têm que acabar. Tem que ter mais atenção. Converso bastante com eles, mostro nos vídeos o certo, o errado. O pouco tempo que temos no campo a gente treina. Essa semana tivemos um tempo maior e treinamos bastante. Mas infelizmente temos tomado alguns gols que não podemos - afirmou Renato.
A atuação melhorou na etapa final quando Tchê Tchê e Thiago Mendes passaram a aparecer mais perto da bola, virando alternativa de tabelinhas e passes curtos. Os dois criam a jogada que termina no gol de Gómez. Depois, o time tem a chance de matar a partida, mas Rojas desperdiçou oportunidade cara a cara com Marcelo Rangel.
— Comentei agora no vestiário que nos últimos três jogos a gente, no mínimo, deixou escapar seis pontos. Sei que não é fácil jogar aqui, a equipe se comportou bem, principalmente no primeiro tempo. Criamos algumas situações, no segundo tempo poderíamos ter matado o jogo. Infelizmente não matamos. Levamos um gol por falha nossa que nos custou mais dois pontos que deixamos de ganhar - completou.
A queda do Vasco não vai apenas na conta das chances perdidas. Barros se machucou e Renato Gaúcho optou por colocar JP, segundo volante, como homem à frente da defesa. Na mesma hora, David, atacante físico, saiu para a entrada de Brenner, de mobilidade.
No outro lado, Léo Condé fez praticamente todas as mudanças que deixaram o Remo mais físico e voltado à velocidade. Diante de um Vasco com menos força, a equipe paraense pressionou nos minutos finais e o time carioca caiu na reta final. O gol foi consequência.
Há, claro, erros da equipe carioca que marcam parte do que foi esse empate. Mas o resultado também é construído pelas escolhas da comissão técnica e pelo mérito do adversário em ter explorado como ficou o time após as substituições.