2007: Ano de pouca festa na Colina

27/12/2007 às 11h25 - CLUBE

O ano de 2007 não vai ser lembrado de forma muito feliz pelo torcedor vascaíno. As fracas campanhas no Estadual e na Copa do Brasil marcaram o primeiro semestre do clube. Já no segundo, o time chegou a empolgar torcida no Brasileirão e na Copa Sul-Americana, mas em ambas a equipe não atingiu seus objetivos finais. De positivo, apenas a consagração de Romário com seu milésimo gol.

Com grande expectativa, o Vasco entrou em campo contra o Nova Iguaçu no dia 24 de Janeiro. Apesar do nervosismo da estréia, o Gigante da Colina impôs seu jogo e venceu a partida por 2 a 0. Para as pretensões vascaínas, está deveria ser o primeiro passo rumo ao título que não vinha desde 2002. Porém, a história do campeonato não foi essa.

Apesar de boas vitórias e poucos tropeços durante as fases de classificação da Taça Guanabara e da Taça Rio, o Vasco caiu da mesma forma nos dois turnos do Estadual. No primeiro, o time empatou em 1 a 1 com o Flamengo nas semifinais e, nas disputas por pênalti, foi eliminado da competição. No segundo, empatou em 4 a 4 o jogo eletrizante contra o Botafogo e, mais uma vez, foi eliminado da competição. O título teria que esperar mais um ano.

Copa do Brasil, vexame no balanço do milésimo

Faltando apenas um gol para o milésimo, Romário já era a grande atração das fases finais do Estadual quando quase marcou o derradeiro tento contra Flamengo e Botafogo (o jogador ainda teria mais uma chance contra o Alvinegro nas semifinais da Taça Rio). Sem ter sucesso nessas partidas, o artilheiro decidiu usar a Copa do Brasil para alcançar o feito.

A festa estava montada. O palco seria o Maracanã, a comemoração da torcida viria com a classificação à próxima etapa do torneio. O Vasco tinha empatado com o Gama na partida de ida e só um desastre tiraria o clube da competição.

E o desastre aconteceu. Romário não marcou o milésimo e o Vasco perdeu por 2 a 1 e foi eliminado da Copa do Brasil, dando adeus ao sonho do título e da vaga na Libertadores de 2008.

Sul-Americana: queda de pé

Apesar da derrota nas quartas-de-final da competição, o Vasco saiu de cabeça em pé da Copa Sul-Americana. Após eliminar com certa facilidade o Atlético-PR, o Gigante da Colina perdeu para o Lanús fora de casa por 2 a 0. Precisando da vitória em casa, a equipe se lançou ao ataque e fez jus à fama de time da virada, vencendo por 3 a 0, se garantindo na próxima fase do torneio.

Nas quartas, mais uma derrota fora de casa por 2 a 0, dessa vez para o América-MEX. Contando com a força da torcida e com Romário de técnico após a demissão de Celso Roth, o time jogou bem, mas teve azar e não conseguiu repetir o feito do duelo anterior. A vitória por 1 a 0 eliminou o clube, mas deixou os torcedores felizes com a raça demonstrada em campo

No Brasileirão, festa de Romário, euforia e frustração

O Brasileirão começou sem causar grandes expectativas na torcida cruzmaltina. Após os insucessos no Estadual e na Copa do Brasil, as conversas nas arquibancadas de São Januário não eram nada animadoras. Romário ainda estava em busca do último gol para chegar à marca de mil.

A meta do atacante foi atingida no primeiro jogo da equipe em casa no Campeonato Brasileiro, contra o Sport. De pênalti, o Baixinho estufou as redes do rubro-negro pernambucano e deu fim a sua saga pessoal. O Vasco se manteve invicto durante cinco partidas e a torcida passou a acreditar que poderia sonhar.

No meses de julho e agosto, o Gigante da Colina embalado pelo novo grito da torcida “São Januário, meu caldeirão”, fazia bonito no Brasileirão e se mantinha entre os quatro primeiros colocados do torneio. O discurso de jogadores e torcedores era que o clube buscaria o título ou, pelo menos, uma vaga na Libertadores.

Os péssimos resultados de setembro e a irregularidade em outubro e novembro, fizeram o time cruzmaltino ficar longe de carimbar o passaporte para a mais importante competição continental. A vitória sobre o Paraná, na última rodada, e a conseqüente classificação para a Copa Sul-Americana não foram suficientes para apagar a sensação de fracasso nos vascaínos.

Fonte: ge