A importância do técnico - Pionerismo Vascaíno.

05/01/2006 às 11h41 - FUTEBOL

Coube-me fazer a palestra de encerramento do curso anual da Associação Brasileira de Técnicos de Futebol, entidade presidida com invejável desprendimento pelo campeão mundial de 1958, o grande Orlando Peçanha.

Fiz um histórico sobre os técnicos que dirigiram a Seleção Brasileira nos campeonatos mundiais. E procurei mostrar aos jovens treinadores que estão chegando como foi a caminhada da profissão que escolheram, desde os primórdios do futebol brasileiro.

No começo, um abnegado qualquer se encarregava de reunir os jogadores para treinamentos. Tratava de cuidar das camisetas, levando-as, na maioria das vezes, para sua mulher lavá-las em casa, passá-las para que estivessem sempre em condições higiênicas.

Os primeiros tempos foram passando e surgiram alguns sujeitos mais conhecedores e que assumiam o que chamavam de direção técnica.

No Rio, um dos primeiros nomes foi o do inglês Welfare (foto), primeiro no Fluminense e, depois, no Vasco, que não só dirigia os times como também jogava, deixando sua marca em memoráveis gols.

Em 1923, o Vasco entregou sua equipe a um uruguaio de nome Platero, e se deu tão bem que eu penso que foi a partir dele que aconteceu a consolidação da nova profissão de futebol do país.

O primeiro técnico da Seleção em Copa do Mundo foi um ex-zagueiro que se chamava Píndaro. Era formado em medicina e foi escolhido pela então CBD justamente porque preenchia duas vagas - a de treinador e a de médico.

Quatro anos depois, na Itália, foi escolhido o treinador do Bangu, Luiz Vinhais, que havia sido campeão com seu clube no primeiro campeonato profissional realizado no Rio, em 1933.

O médico da delegação foi o dr. Carlos Carvalho Leite, que além de ser formado em medicina, era um grande centroavante. Uma espécie de polivalência que já era importante naquele tempo.

Fonte: Jornal dos Sports