Alexandre Campello perde apoio em ano eleitoral do Vasco

12/01/2020 às 08h26 - POLÍTICA

Uma nuvem de incertezas paira sobre o Vasco. Alexandre Campello caminha para perder seus dois principais vice-presidentes. Com uma base de aliados cada vez mais limitada, o presidente precisa reorganizar o clube para o último ano da atual gestão. E ainda criar uma base para manter vivo o desejo de se candidatar para a reeleição.

As discordâncias entre o dirigente e João Marcos Amorim, vice-presidente de finanças que já entregou o cargo, e Adriano Mendes, vice de controladoria que deve seguir o mesmo caminho, afasta o apoio mais incisivo dos grupos "Cruzada Vascaína" e "Desenvolve Vasco", respectivamente. Eles e outros núcleos menos atuantes ocuparam as principais cadeiras que ficaram vagas depois da debandada da "Identidade Vasco", que rompeu ainda em maio de 2018.

Campello terá duas opções: centralizar mais decisões ou recorrer ao quadro vascaíno atrás de novos aliados. Mas as opções ficaram escassas. Além da "Cruzada", do "Desenvolve" e da "Identidade", o grupo "Sempre Vasco", de Júlio Brant, é oposição desde que teve divergências com Campello na eleição de 2018. Outros dois grupos numerosos, "Casaca" e "Fuzarca", também se posicionam como oposicionistas.

O atual mandatário ainda tem a sustentação da maior parte dos beneméritos do Vasco. Uma alternativa é recorrer aos veteranos para ocuparem cargos neste último ano de gestão. Seus principais aliados, entre eles, são José Luiz Moreira, Silvio Godoi e Antônio Peralta.

Durante os dois primeiros anos de gestão, Campello sobreviveu a investidas dos grupos oposicionistas para tirá-lo do poder. Agora, a situação do dirigente é observada com atenção. A tendência é que a recusa de Alexandre Campello em ceder a lista de sócios votantes para análise de uma comissão formada pelo Conselho Deliberativo seja alvo de mais ataques.

Campello tem outras preocupações mais urgentes. Além do pagamento dos salários atrasados, precisa transferir cerca de R$ 1 milhão para Jorge Henrique, referente à dívida do clube com o atacante, e assim obter a liberação para a inscrição de novos jogadores.

Fonte: Jornal O Globo