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Análise: Vasco paga caro por não jogar 45 minutos

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O Flamengo tem melhores jogadores do que o Vasco? Sim. Rogério Ceni possui opções mais qualificadas no banco do que Vanderlei Luxemburgo? Também. O time rubro-negro usufrui de uma base mais sólida e uma maneira de atuar consolida na comparação com o vascaíno? Sem dúvida.

Porém, apesar da enorme diferença, o Vasco poderia mais na derrota por 2 a 0 no clássico do Maracanã. Ao apostar em uma estratégia de esperar o rival, a equipe de Luxa praticamente não jogou no primeiro tempo. Desperdiçou 45 minutos, saiu atrás no placar e só conseguiu equilibrar forças ao trocar peças e tornar o meio mais dinâmico. É uma alternativa que deve ser considerada na luta contra o rebaixamento no Brasileirão - é o 15º e terminará a rodada fora do Z-4 se o Sport não ganhar do Botafogo.

- Pela qualidade do Flamengo, a proposta era marcar na parte de baixo e sair em velocidade. Infelizmente, não conseguimos. Marcação estava até encaixada, não criaram nada especial, só no último lance. Está faltando essa saída em velocidade para tentar matar o jogo - disse Léo Mattos no intervalo.

Marcação encaixa, mas recuo excessivo chama o gol

A análise foi perfeita. Na estratégia de dar a bola ao adversário e recuar para sair no contragolpe, Luxa sacou Talles do time e apostou em Gabriel Pec. Não funcionou. O atacante não teve campo para explorar a velocidade, e Benítez fracassou como articulador. Em má forma física, o argentino parece sem força de conduzir o meio como fez em outras rodadas. Verdade que a parceria não ajuda, mas ele também foi parte do problema: não conseguiu dar sequência a nenhuma jogada.

Neste contexto, o Vasco nada produziu no primeiro tempo. A bola ficou quase sempre com o Flamengo (67% de posse na etapa), que finalizou muito mais (9 a 1). Mas as duas primeiras linhas deram certo, inclusive com Cano e Benítez, os mais avançados, auxiliando no combate. Até parecia que o empate sem gols iria se manter até o intervalo.

A postura extremamente defensiva obrigava o Vasco a não errar. Dois erros graves aconteceram. Aos 11 minutos, Marcelo Alves perdeu dividida para Arrascaeta, Gabigol saiu livre, mas parou em boa defesa de Fernando Miguel. No último minuto do tempo regulamentar, porém, outro erro. Esse não passou impune. Léo Matos, que já tinha amarelo, empurrou Bruno Henrique dentro da área e correu risco de expulsão. Safou-se do vermelho, mas não do pênalti. Gabigol bateu bem e abriu o placar.

Luxa muda cara do time, e Carlinhos e Juninho crescem

Luxemburgo voltou do intervalo com três mexidas: Carlinhos, Juninho e Catatau entraram nos lugares de Léo Matos, Benítez e Pec. Desta forma, Pikachu foi para a lateral. O treinador diagnosticou bem os problemas e acertou no remédio, afinal, o Vasco mudou sua cara.

Com cinco minutos, Catatau já havia chutado de fora da área, e Cano perdera boa chance após receber bom passe de Pikachu, que passou por Bruno Henrique com drible da vaca. O segredo da mudança foi a dinâmica imposta por Juninho e Carlinhos.

Os dois fizeram a bola rodar melhor. Detalhe importante: se no primeiro tempo, o Vasco havia trocado 92 passes, o número subiu para 210 na etapa final. O time, enfim, conseguiu jogar. Até porque, além da saída de Benítez, Luxa tirou Leo Gil. Os dois são lentos e tornam a equipe previsível - especialmente pelo camisa 10 estar em má forma física.

Gol em jogada de bola parada freia reação do Vasco

Ao final da partida, Luxa reconheceu a má atuação no primeiro tempo. E disse que sacou Benítez para o time ter mais velocidade. Revelou que Juninho não estava recebendo chances por estar acima do peso. Então, para a partida contra o Fortaleza, o promissor meia pode ser uma alternativa de mudança de postura da equipe.

Como Léo Mattos terá de cumprir suspensão, Pikachu pode virar lateral. Contra o Flamengo, ele cresceu na posição. Mostrou inteligência em falta sofrida por Cano ao não atacar a bola que resultaria em uma vantagem nada vantajosa. Cobrou a falta bem, mas Hugo voou para defender.

Na parte final da etapa, Luxa colocou Talles e Andrey, mas o Vasco já não tinha o mesmo ímpeto. No momento em que desacelerou, veio o gol que desmontou a reação vascaína. A zaga falhou na marcação, e Bruno Henrique subiu sozinho para fazer o segundo gol rubro-negro, aos 32 minutos.

Fonte: ge
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