Futebol

Arbitragem, escolha por Adson, ausência de Puma e mais: Pedro Emanuel fala

O Vasco perdeu o jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras por 1 a 0, gol de Maurício. A desvantagem mínima mantém o time carioca com boas chances de classificação à decisão, para isso vai precisar mostrar força em casa para reverter o placar.

O técnico Pedro Emanuel fez questão de mostrar confiança em seus comandados logo após o resultado negativo. Ele exaltou a torcida e a reação da equipe mesmo depois de sair atrás e ter dificuldades na primeira etapa.

— Ver nossa torcida presente hoje e empurrar a gente é porque confia. Assim como nós confiamos. Respeitamos o que é o Palmeiras, mas estamos dentro do jogo. Estamos no intervalo perdendo por a 1 a 0, mas dentro do jogo. Sabíamos que o Palmeiras dentro de casa é muito forte e empurra as equipes para trás. Precisávamos ser agressivos nos duelos e ganhar primeiras e segundas bolas. No primeiro tempo não fomos isso. No meio começamos a equilibrar, mas nos primeiros trinta minutos recusamos a responsabilidade do jogo. — afirmou.

 

O jogo acabou marcado por polêmicas de arbitragem. A diretoria vascaína e os jogadores reclamaram muito da não marcação de um pênalti para o Vasco em um toque de mão do zagueiro Alexander Barboza dentro da área.

Já a expulsão de Saldivia, que levou o segundo cartão amarelo ao matar um contra-ataque puxado por Vitor Roque aos 32 minutos do segundo tempo, não gerou tantos questionamentos. Para o técnico, faltou casca para o zagueiro.

— Sabe do que chamo isso? Inexperiência. Não estamos habituados de lidar com esse tipo de momento. Juventude. São jogadores de 23, 24 anos, que passaram poucas vezes por isso. Os jogadores estão vivendo situação de pressão e tensão. Em La Bombonera aconteceu com o Andrés, hoje, com o Saldívia. A situação do Saldívia foi diferente, com dois amarelos. Um dos lances acredito que não seja para amarelo, mas o árbitro decidiu. Quando estamos com um amarelo, não podemos arriscar tanto nem ser displicente.

O Vasco agora conta com a força de São Januário para reverter o placar e buscar a vaga na final da Copa do Brasil pelo segundo ano seguido. A bola rola no domingo, às 16h, com transmissão da Globo. Os vascaínos precisam de uma vitória por dois ou mais gols de diferença para garantir a vaga. Margem mínima leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outro placar dá a vaga ao Palmeiras. Veja outras respostas de Pedro Emanuel:

Falta de eficácia do ataque

— É natural que nos incomode (falta de eficácia no ataque) principalmente contra equipes deste nível. Estamos falando de um nível top. Estamos falando de uma equipe que está na final da Libertadores e disputa o Brasileiro. Obviamente está entre as duas melhores equipes do Brasileiro, com um elenco de muita qualidade. Sabíamos que iríamos jogar também com a melhor defesa do campeonato e que, nas oportunidade que tivéssemos, precisávamos marcar.

— Me recordo que mesmo não fazendo um primeiro tempo fantástico, tivemos duas situações que, melhor definidas pelo Lescano, poderiam ter feito. Isso ajudaria a ganhar um pouco mais de confiança. Eficácia faz diferença em jogo de grande competição. Não vou esconder. Temos trabalhado, os jogadores estão conscientes e fazem o melhor. Por vezes, na ansiedade de querer fazer bem acontece que não se execute bem. Aconteceu isso. A ansiedade de chegar depressa ao gol não é a melhor forma de concretizar as oportunidades que criamos, nos dois tempos.

— Fiquei satisfeito com o espírito. É preciso ter uma mentalidade muito forte, que está sendo construída no Palmeiras há seis anos. Tenho que dar parabéns ao Abel que construiu essa capacidade mística num clube de vitória. Isso se constrói ao longo do tempo, com elenco. Estamos no início do processo. Queremos terminar bem o campeonato e dar o nosso máximo na volta em São Januário diante da nossa torcida.

Faltou malandagrem?

— Sim, também pode chamar como quiser. Para mim, chama-se falta de agressividade. E no momento em que vamos para um duelo, o adversário não pode passar por nós, principalmente na zona defensiva. Se vamos para ganhar a bola ou para fazer falta. Se não temos capacidade para fazer, é porque não fizemos bem o nosso trabalho. É tão simples quanto isso. Chama-se agressividade defensiva, tal qual temos que ter agressividade ofensiva, de chegar como chegamos no segundo tempo mais vezes à área do adversário e acreditar que vamos atacar a baliza para fazer gol.

— Agressividade é aspecto fundamental de qualquer equipe ou jogador, e no primeiro tempo não fomos tão agressivos como tínhamos que ser. O Palmeiras foi melhor, temos que aceitar isso e trabalhar para melhorar isso. As faltas táticas, eu não ia falar sobre arbitragem, mas acho que algumas delas passaram para aquilo que é além, são faltas disciplinares.

— Por isso deixo para vossa avaliação. Quando começa a fazer faltas de uma forma diferente da tática, começa a condicionar o jogo, a dar confiança ao adversário para fazer aquilo que quer, e a nós de termos dificuldade em jogar porque o adversário está permanentemente bloqueando as nossas saídas.

— Nisso, acho que o árbitro tem que ser mais interveniente, ter mais capacidade de decisão de perceber quando o adversário faz falta se tem ou não hipótese de jogar a bola. O que me pareceu é que não foi muito igual para as duas equipes. Mas não acho que o árbitro tenha feito um mau resultado. Eu ando no futebol há muitos anos e sei quando um árbitro gosta de gerir o jogo, e o árbitro hoje teve essa capacidade de gerir o jogo da forma como ele quis.

Ausência de Puma

— Sabíamos que iríamos jogar contra as duas melhores equipes nesses últimos dois jogos. A forma como nós jogamos, é importante ter rotatividade e rotação nos jogadores que entraram. Hoje troquei o Piton não porque estivesse jogando mal, mas estava condicionado com o amarelo e precisávamos ter profundidade na segunda parte, com algum risco na forma de jogar. E precisávamos de laterais como o PH, que tivesse capacidade de aceleração.

— O Piton, menos, em relação ao que eu esperava, mas conseguiu fazer em alguns momentos. No jogo anterior, foi exatamente a mesma coisa que pensamos. Era um jogo mais indicado para o Puma porque o lateral-esquerdo do Flamengo não dá muita profundidade, é quase um terceiro zagueiro. Isso nos permitiu usar melhor o Puma. Analisamos os adversário, e temos jogadores que podem combinar melhor com os nossos planos. Juntando isso ao desgaste físico e mental. Por vezes, um jogador demora mais tempo para se recuperar do que outro. Isso que vamos analisar nos próximos dias porque ainda temos muita coisa importante para conquistar e queremos todos prontos.

 

Lescano e planejamento

— Eu acho que respondo com a sua pergunta. Sem dúvida, o Lescano tem sido a influência que esperávamos que ele fosse, está assumindo o nosso jogo com a bola e está tendo capacidade de trabalho. O último jogo do Lescano foi o melhor em termos de desempenho físico, fez uma exibição soberba, tanto em nível técnico quanto físico, e isso pesa tendo dois, três dias. Ele quer estar sempre na equipe, quer ajudar. Tem uma mentalidade que eu gosto. Mas, sem dúvida, não foi pelo amarelo em si, foi por um desgaste num gramado que não estamos acostumados a jogar, que provoca muito desgaste, e ele estava perdendo um pouco do gás, demorando um pouco mais nas decisões, olhando muito para frente, estava tendo mais dificuldades no raciocínio, isso revela cansaço e temos frescura no banco, gente que também quer ajudar e tem que dar oportunidades para continuar no nível que estamos.

— Uma pena que, quando colocamos um pouco mais de frescor na equipe, ficamos com menos um. Estávamos nervosos com tudo o que estava acontecendo no jogo e acho que faz parte dos grandes jogos. Temos que saber lidar com isso; é difícil, mas temos que aprender com essas situações. Viver o momento da semifinal, crescermos como equipe, como jogadores e eu como treinador também. Foi neste contexto que fomos escalando para esses dois jogos, e os próximos dois jogos vão ser no mesmo intuito.

— Nossa forma de jogar é muito intensa e desgasta muito. Desde o atacante, que é o nosso primeiro homem que pressiona quando não estamos com a bola, o homem que faz movimentos para nos dar profundidade, apoio, até o nosso goleiro, que muitas vezes tem que ser o nosso início de construção. Isso desgasta muito o nível físico, mas também o mental. Mais do que palavras, eu tenho que mostrar aos jogadores que eles estão preparados para jogar. Muitas das alterações que faço são em termos técnicos e em termos táticos para o adversário que vamos ter. Fiz isso na quinta-feira e agora tínhamos pouco tempo. E agora, na próxima quarta, vamos ter que pensar bem, já começamos a ter alguns baleados e, felizmente, estamos recuperando outros, e isso faz parte de uma equipe competitiva.

Escolha por Adson

— De fato, isso pesou a forma como nós estruturamos a escalação (falta de um jogador mais agudo). O Marino entrou, mas não estava perfeitamente em condições. Não foi por isso (parte física), foi uma questão tática minha. Precisávamos muito do Adson, que tem uma melhor interpretação do momento defensivo, de saltar na pressão, flutuar e ser mais agudo.

— Menos técnico e menos potente do que o Marino, mas o Marino, como o Andrés (Gómez), como não estava em condições... Ele pediu para vir, e tenho que dar oportunidade de poder mostrar. Mas de fato ele revelou que estava condicionado, ainda bem que optei pelo Adson na escolha do 11 inicial. Isso faz parte do que são características do jogo e necessidade que temos para cada partida. Agora recuperar bem esses rapazes, que têm trabalho muito. Não tivemos o resultado que esperávamos, porque viemos à procura de marcar também, mas deixamos tudo em aberto para São Januário.

Fonte: ge
  • Domingo, 01/11/2026 às 16h00
    Vasco Vasco 0
    Palmeiras Palmeiras 1
    Copa do Brasil Nubank Parque
  • Quarta-feira, 04/11/2026 às 19h30
    Vasco Vasco
    Athletico Paranaense Athletico Paranaense
    Campeonato Brasileiro - Série A Ligga Arena
  • Domingo, 08/11/2026 às 17h00
    Vasco Vasco
    Palmeiras Palmeiras
    Copa do Brasil São Januário
  • Sábado, 14/11/2026 às 20h30
    Vasco Vasco
    Chapecoense Chapecoense
    Campeonato Brasileiro - Série A Arena Condá
  • Quinta-feira, 19/11/2026 às 19h30
    Vasco Vasco
    Internacional Internacional
    Campeonato Brasileiro - Série A São Januário
  • Domingo, 22/11/2026 às 19h30
    Vasco Vasco
    Red Bull Bragantino Red Bull Bragantino
    Campeonato Brasileiro - Série A Cicero De Souza Marques
Artilheiro
Puma 9
Jogos
Vitórias 26 (41,94%)
Empates 16 (25,81%)
Derrotas 20 (32,26%)
Total 62
Gols
Marcados 84 (54,55%)
Sofrido 70 (45,45%)
Total 154
Saldo 14
Cartões
Amarelos 122 (91,73%)
Vermelhos 11 (8,27%)
Total 133