Barcelona serviu de inspiração para as categorias de base do Vasco

25/01/2019 às 07h33 - CATEGORIAS DE BASE

Após 20 anos, o Vasco estará em uma decisão de Copa São Paulo de Futebol Júnior. O jogo contra o São Paulo, que será nesta sexta-feira, no Pacaembu, às 15h30 (de Brasília), terá transmissão da ESPN Brasil e do WatchESPN.

Para retomar o sucesso em uma das principais competições de base do Brasil, a equipe carioca resolveu adotar a mesma prática que o Barcelona fez com suas categorias de base.

O time espanhol procurou padronizar La Masía, o que facilitaria as transições entre as categorias inferiores e depois na entrada ao profissional.

"Nós precisávamos ter uma metodologia técnica melhor e mais focada na parte técnica. Padronizar o modelo de jogo em todas as categorias e fizemos isso desde os nove anos de idade. A metodologia de treinamento também foi padronizada desde os seis anos, lógico, que respeitado as valências das idades", disse Carlos Brazil, gerente de futebol da base do Vasco, ao ESPN.com.br.

Do elenco que vai jogar a decisão apenas o atacanteTiago Reis foi trazido do Cruzeiro. O restante dos titulares têm mais tempo de Colina.

A final será um reencontro entre as equipes em uma final do torneio depois de 27 anos, em reedição do que aconteceu em 1992 – com a equipe carioca sagrando-se campeã nos pênaltis.

Veja a entrevista com Carlos Brazil:

Como vocês avaliam até aqui a campanha do Vasco? Te surpreendeu?

A gente entrou em um clube junto a gestão do Campelo em fevereiro, a partir daí já existia um trabalho de formação dento do clube, muita coisa a gente pode aproveitar e outras coisa a gente melhorou o acesso. Precisava ter uma metodologia técnica melhor e mais focado na parte técnica. Padronizar o modelo de jogo em todas as categorias e fizemos isso desde os 9 anos de idade. A metodologia de treinamento também é padronizada desde os seis anos, lógico, que respeitado as valências das idades. Eu acho que contribui para pudéssemos chegar em uma final de Copa São Paulo. A gente durante todo ano em competições nacionais ficamos entre os seis primeiros e nas estaduais entre campeões ou vice. De 21 títulos disputados na base conquistamos 13. Acho que foi um trabalho que gerou resultado. Acredito que irá melhorar ainda mais e não nos surpreende essa campanha.

O elenco atual da Copinha é formado em casa ou contrataram muitos jogadores?

Desse time titular, apenas o Tiago reis trouxemos de fora [Cruzeiro] no fim do ano passado. Do elenco temos o Erick, que está no banco foi trazido na captação e outros que não vieram para a Copinha. Mas a maioria é formada aqui no clube.

Como funcional o trabalho de captação na base do Vasco hoje?

Hoje temos um trabalho de captação muito forte dentro do Vasco e reestruturarmos isso. Temos observadores em todas das regiões do Brasil. Essa categoria sub-20 já encontramos praticamente pronta e com um trabalho muito bem feito pelas gestões anteriores. O trabalho de base é sempre de médio e longo prazo na parte de captação. Quando chegamos ao clube era um pouco incipiente, você tinha três observadores no Rio de Janeiro e isso foi uma cosia que precisava investir um pouco mais. Todos sabem o momento de dificuldade financeira que o clube atravessa.

Como é vista a base pela diretoria?

O presidente desde o início colocou a importância do futebol de base. O investimento que seria feito, um dos departamentos é o de captação. Trouxemos um gerente de captação que é o Fred, que foi do Atlético-MG com uma experiência muito grande. Também aproveitamos o coordenador que é muito bom e estava aqui e criamos um supervisor de captação. No Rio de Janeiro agora temos oito profissionais e outros cinco espalhados pelo resto do Brasil. Nós monitoramos todos os torneios de base do Brasil e procuramos mandar algum observador.

Como vocês tem trabalho na transição destes garotos aos profissional? Tem meta de ter mais jogadores da base no profissional?

Temos uma meta estipulada pelo profissional de colocar mais meninos da base. O PC Gusmão trabalho muito fazendo essa transição e nos acompanha na base, Esse tipo de profissional é fundamental hoje em dia. A gente procura ter o cuidado necessário para não queimar etapas. Vê que tem jogadores neste time do sub 20, que é mal saíram do sub17, no caso do Bruno [volante]. Muita gente fala que os meninos entram no segundo tempo e não sentem porque temos o mesmo modelo de jogo nas categorias inferiores. Eles sabem o que têm que fazer, não tem muito segredo.

E o Valentim no profissional?

O Alberto Valentim no profissional está muito preocupado com isso também. Tanto que o modelo do profissional é semelhante e a transição fica mais fácil. O Marrony e o Dudu fizeram gols no profissional no último jogo, isso é motivo de alegria para a gente. Eles estão subindo de uma forma mais madura. Isso faz diferença, mas temos cuidado de chegarem na hora certa e serem lançado na hora certa.

Fonte: ESPN Brasil