A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu início, na sexta-feira, à formalização do Programa de Arbitragem Profissional para a temporada de 2026. A entidade enviou os contratos para 72 árbitros, assistentes e árbitros de vídeo que, a partir da assinatura, passam a receber integralmente o salário fixo em março.
A partir da sexta rodada do Brasileirão, os 72 designados também passam a ganhar a remuneração variável, de acordo com o volume de partidas. Os pagamentos serão feitos até o 10º dia útil de cada mês.
O novo modelo de contratação prevê ainda que o pagamento das taxas de arbitragem passe a ser pago pela CBF de forma integral, através do chamado Fundo Anual de Desenvolvimento da Arbitragem, que contará com os valores recolhidos pelos clubes referentes às taxas variáveis de cada árbitro.
Este fundo vai ser abastecido com as taxas de arbitragem pagas pelos clubes em cada partida - o que continua a existir no novo regime de pagamento aos árbitros. Em vez de pagar diretamente aos profissionais escalados no dia do jogo, os times vão pagar os valores mensalmente à CBF, que vai centralizar os recursos. Além do pagamento aos árbitros profissionais, o fundo vai financiar ações de desenvolvimento e formação da categoria.
A CBF também convidou os 72 contratados para o 1º Seminário Técnico da temporada. Será realizado na Granja Comary, em Teresópolis, ntre 31 de março e 3 de abril e terá treinamentos físicos e técnicos, avaliações, aproximação de critérios de arbitragem, apresentação e capacitação em novas ferramentas tecnológicas e metodológicas, integração e padronização de procedimentos da arbitragem profissional.
Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra considera "a profissionalização algo que todas as gerações da arbitragem de futebol desejavam e sonhavam".
Alessandro Matos (CBF), Alex Ang (FIFA), Alex Dos Santos (CBF), Alex Tomé (CBF), Andrey Freitas (CBF), Anne Kesy (FIFA), Brigida Cirilo (FIFA), Bruno Boschilia (FIFA), Bruno Pires (FIFA), Celso Silva (CBF), Cipriano Silva (CBF), Daniela Coutinho (FIFA), Danilo Manis (FIFA), Douglas Pagung (CBF), Eduardo Cruz (CBF), Evandro Lima (CBF), Fabrini Bevilaqua (FIFA), Felipe Alan (CBF), Fernanda Kruger (FIFA), Fernanda Nandrea (FIFA), Francisco Bezerra (CBF), Gizeli Casaril (FIFA), Guilherme Camilo (FIFA), Joverton Lima (CBF), Leila Naiara (FIFA), Leone Rocha (CBF), Luanderson Lima (FIFA), Luiz Regazone (CBF), Maira Mastella (FIFA), Michael Stanislau (CBF), Nailton Junior (FIFA), Neuza Back (FIFA), Rafael Alves (FIFA), Rafael Trombeta (CBF), Rodrigo Correa (FIFA), Schumacher Gomes (CBF), Thiaggo Labes (CBF), Thiago Farinha (CBF), Tiago Diel (CBF) e Victor Imazu (FIFA)
Caio Max, Charly Wendy, Daiane Muniz, Daniel Bins, Diego Lopez, Marco Fazekas, Pablo Ramon, Rodolpho Tolski, Rodrigo Dalonso, Rodrigo Guarizo, Rodrigo Sá e Wagner Reway.
Os profissionais serão contratados como pessoa jurídica. Pela natureza do contrato de trabalho, a CBF não pode exigir dedicação exclusiva, mas prioritária ao trabalho de árbitro, assistente e VAR.
Os salários fixos têm diferença por categoria, se é árbitro Fifa ou CBF, por exemplo. Os profissionais contratados também receberão por partida — como já acontece hoje — e ainda um bônus por desempenho. A CBF não divulgou os valores de cada categoria —, mas o ge revelou os detalhes da proposta em reportagem publicada em fevereiro.
Taxa por jogo - R$ 5,5 mil
Taxa por jogo - R$ 4 mil
Taxa por jogo - R$ 3,3 mil
Taxa por jogo - R$ 2,5 mil
A escolha dos 72 primeiros contratados obedeceu a três critérios:
O programa de profissionalização é resultado de estudo de casos de outros países na Europa, como Alemanha, Inglaterra e Espanha, mas também de vizinhos latinos, como México. A CBF criou grupo de trabalho de arbitragem em novembro do ano passado — teve participação de 38 clubes das séries A e B, mas adesão menor em envolvimento direto (15 na série A e 9 na B responderam ao formulário enviado pela CBF). Consultores internacionais foram ouvidos e, claro, houve reuniões com árbitros.
A CBF calcula investimento de R$ 195 milhões com arbitragem no biênio 2026/2027. Outra novidade do ano, a tecnologia do impedimento semiautomático ainda não tem data para estrear na Série A, mas a CBF destacou R$ 25 milhões no orçamento para pagar a ferramenta em contrato de dois anos (2026/2027) que tem Campeonato Brasileiro de Série A e Copa do Brasil.
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