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Basquete: 'Curry Vascaíno' elogia torcida do Vasco e mira NBB

Foram apenas 13 jogos na Liga Ouro, mais do que suficiente para Damian Dario Palacios cair nas graças da torcida do Vasco. Com apenas 1,78m e uma média de 12 pontos por partida, o simpático argentino de 30 anos já está sendo chamado pelo corredores de São Januário de Stephen Curry vascaíno. Exageros à parte, é fácil entender os motivos que levaram os fanáticos cruz-maltinos a compararem um dos destaques da campanha do clube carioca na divisão de acesso ao NBB com o jogador mais fantástico da atualidade. 

Mais do que liderar as estatísticas nas bolas de três pontos da Liga Ouro, com 2.46 acertos por jogo e uma incrível média de 50% no fundamento, o carismático argentino tem como especialidade a mesma arma utilizada pelo jogador do Golden State Warriors durante boa parte da temporada: os arremessos de três pontos quase do meio da quadra. Só na vitória por 79 a 73 sobre Campo Mourão, terça-feira, em São Januário, foram três bolas do meio da rua com a mesma naturalidade com que Curry quebra recordes atrás de recordes na NBA.

Com um sorriso escancarado e a simplicidade de quem parece não se importar apenas com números e marcas individuais, Palacios se diverte com a comparação, justifica a escolha pelo tiros de longa distância por conta de sua baixa estatura e aproveita para tirar um sarro com o MVP da NBA.

- É que sou muito pequeno e embaixo do aro é muito mais complicado para mim, por isso chuto de longe. Mas sempre tive esse costume. Há anos comecei a arremessar de longe, por sorte a bola começou a cair e tem sido bom para mim e para os times pelos quais joguei. Faço isso muito antes do Curry - provocou, às gargalhadas, o camisa 10 do Vasco, responsável por 16 pontos, cinco assistências e quatro bolas recuperadas na vitória no jogo 4 da decisão. 

Brincadeiras à parte, Palacios não esconde a admiração pelo jogador americano e afirma que é sempre um prazer assistir aos jogos do Golden State Warriors, principalmente quando Stephen Curry está com a pontaria afiada. Mas quem pensa que a comparação caiu do céu se engana. Natural de Rosário, município da província de Santa Fé, o baixinho afirma que seu excelente desempenho nas bolas de três é fruto de muito treinamento.   

- Sempre que a equipe está sem saída e estou sozinho para arremessar de longe, chuto porque tenho confiança. Sempre pratico esses arremessos nos treinos e quando posso ajudar a equipe é ainda melhor. Claro que me espelho no Curry e é sempre um prazer quando a bola dele cai nos jogos dos Warriors - explicou o jogador vascaíno. 

Formado nas categorias de base do Olimpia de Venado Tuerto, time de Rosário e primeiro campeão da Liga Sul-Americana, em 1996, mas que por questões financeiras não disputa mais a principal liga do basquete argentino, Palacios admite que jamais jogou num clube do tamanho do Vasco. No entanto, a idolatria e a invasão do torcedor vascaíno ao ginásio de São Januário, terça-feira à noite, não chegou a assustar o armador. O motivo é bem simples:

- Sou torcedor fanático do Boca Juniors, e os vascaínos são muito parecidos com os torcedores do Boca. Já tinha ouvido que o Vasco era um clube de futebol muito grande no Brasil e com muita história no basquete também, é um orgulho poder estar jogando com essa camisa. Jogo com meu coração para junto com meus companheiros levar o clube para o NBB - explicou Palacios, que espera permanecer em São Januário caso o clube conquiste o direito de voltar à elite do basquete nacional. 

- Estou muito feliz no Rio, é uma cidade muito bonita e o clube também é muito bom. Todos os funcionários e os companheiros formam uma grande família. Estou muito contente aqui e por isso não queria que o campeonato acabasse hoje (terça-feira). Felizmente empatamos a série e agora vamos para o quinto jogo.

Palacios pintou em São Januário meio que por acaso, para suprir a ausência de Bruninho. O armado sofreu uma lesão ainda no primeiro turno e precisou de um longo período para se recuperar. Se antes de desembarcar em São Januário o jogador indicado por Carlos Duro, o Carlito, assistente técnico do timaço comandado por Hélio Rubens no fim dos anos 90 e começa dos anos 2000, era um mero desconhecido, com o tempo ele se tornou imprescindível na campanha vascaína rumo à elite nacional. 

- Em função da lesão do Bruninho, que acabou sendo muito longa, vimos a necessidade de buscar mais um jogador para a posição 1 quando acabou o primeiro turno. Como hoje em dia os agentes têm um leque de opções muito grande, ele nos foi oferecido através de vídeos e da indicação do Carlos Duro, que passou boas informações sobre o jogador. Felizmente deu certo e ele acabou caindo com uma luva na nossa equipe - afirmou o técnico Christiano Pereira.

Fonte: ge
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